No início de maio de 1886, 12 manifestantes foram mortos pela polícia de Chicago e dezenas pessoas ficaram feridas, em uma sequência de protestos que fizeram parte de uma grande greve geral pela redução da jornada de trabalho para 8 horas. Desde então, a data 1° de maio serve para lembrar a luta dos trabalhadores contra a opressão do capital. Exatos 135 anos depois, a luta pela dignidade e pela vida dos trabalhadores ainda se mantém. O avanço da chamada plataformização do trabalho, tem apresentado efeitos nefastos para diversas categorias.

A ofensiva contra grupos populares, a exemplo dos Sindicatos, tem como único objetivo o barateamento e a exploração máxima da mão de obra. Somado à pandemia de Covid-19, a busca pelo barateamento e flexibilização dos contratos de trabalho pelas empresas, chancelada pelo governo e pelo congresso desde 2017, na Reforma Trabalhista tem corroído o orçamento das famílias e gerado um grande abismo social. Na época da aprovação do texto, ao mesmo tempo que o congresso aumentou o poder das negociações coletivas feitas pelos Sindicatos, também limitou formas de arrecadação das entidades. A ideia aqui é clara: há uma busca pelo enfraquecimento das instituições populares para que seja possível passar toda a sorte de proposta nefasta apresentada pelas empresas.