Nos dias 13 e 14 de janeiro, os sindicatos laborais do segmento de distribuição de combustíveis e lubrificantes de todo o país estiveram reunidos no Rio de Janeiro com o SINDICOM (sindicato patronal) para a negociação das Normas Coletivas de Trabalho (convenções e acordos coletivos) de 2026. Na ocasião, as empresas responderam à pauta de reivindicações e apresentaram a contraproposta para a campanha salarial deste ano.
A campanha de 2026 é marcada por uma mobilização nacional, reunindo lideranças sindicais de todas as regiões do Brasil, em defesa de direitos históricos e da valorização da categoria.
Uma das principais lutas dos sindicatos é o fim do teto de reajuste salarial. Ano após ano, as empresas tentam excluir trabalhadores que efetivamente recebem reajustes em sua remuneração das normas coletivas. Nesta negociação não foi diferente. Além de apresentar uma proposta rebaixada, limitada ao INPC do período (3,90%), o patronal se recusou até mesmo a atualizar o valor do teto de reajuste, mantendo o patamar praticado em 2025 (R$ 11.917).
A deliberação dos trabalhadores foi clara: NADA DE PAUTA PATRONAL!
Mais lucros para as empresas, menos direitos para os trabalhadores:
Apesar do bom momento econômico vivido pelas empresas distribuidoras de combustíveis e lubrificantes, a proposta apresentada pelo patronal arrocha salários e esvazia as Normas Coletivas de Trabalho. Direitos históricos da categoria estão ameaçados! Confira alguns dos pontos em risco:
- Adicional de Periculosidade: exclui trabalhadores administrativos e operacionais que laboram em áreas de risco permanente (inflamáveis).
- Indenização Adicional por Dispensa: posterga o acesso ao benefício ao alterar faixas etárias, sem qualquer compensação.
- Troca de Feriados: autoriza compensações por acordo individual, enfraquecendo a negociação coletiva.
- Benefícios Flexíveis: propõe substituir benefícios coletivos garantidos nas normas coletivas por programas individuais, sem aprovação coletiva e podendo gerar perdas para os trabalhadores.
- Trabalho Externo: afasta o controle de jornada favorecendo os casos as Horas Extras sem pagamento.
Nem proposta de abono foi apresentada
Além do reajuste rebaixado e das tentativas de retirada de direitos, as empresas não apresentaram sequer uma proposta de abono salarial para a campanha deste ano, evidenciando o total descompromisso com a valorização dos trabalhadores.
Os sindicatos laborais repudiam a proposta apresentada. Negociação com perda não dá! Por isso, exigimos uma nova rodada, prevista para os dias 28 e 29 de janeiro, novamente em âmbito nacional. O BRASIL segue na luta! Trabalhador forte é trabalhador organizado!
Bancada Nacional dos Trabalhadores do Setor de Distribuição de Combustíveis e Lubrificantes
A negociação salarial da CCT 2026 abrange os Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo (SITRAMICO) de: Alagoas, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santos, Fortaleza, Joinville, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins, Uberaba, Uberlândia e região. Além dessas entidades, também participam da negociação: a Federação Nacional dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo – FETRAMICO e áreas inorganizadas em sindicatos, a Federação dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivado de Petróleo no Estado de São Paulo - FEPETROL, SindMinérios de São José dos Campos, São Paulo, Campinas, Santos, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Região do Grande ABC ; Sinderpetro - Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do Interior do Estado do Ceará e Sintrapetro de Florianópolis e Região- Sindicato dos Trabalhadores em Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Gás Liquefeito da Grande Florianópolis e Região




