Podemos somar a isso, a Reforma da Previdência e a Reforma administrativa, que aumentam ainda mais a injustiça social do país. No caso da previdência, em vez de cobrar os bilhões devidos a grandes grupos empresariais, a saída encontrada foi aumentar ainda mais a vulnerabilidade da população idosa. Para além disso, houve perdão de dívidas de mega conglomerados empresariais e os projetos relacionados a taxação de grandes fortunas continua na gaveta. Todas as brechas legais criadas nos últimos anos, resultaram numa triste coincidência: em meio a uma grande tragédia social e humanitária, marcada pelo avanço da Covid-19 no Brasil, 20 brasileiros têm crescimento recorde de patrimônio.
No total, os brasileiros bilionários tiveram seu patrimônio conjunto dobrado no espaço de 1 ano, passando de US$ 127 bilhões (R$ 710 bilhões) para US$ 291,1 bilhões (R$ 1,6 trilhões), segundo informações do site BBC. Paralelamente, em 2021 foi registrado que 116,8 milhões de brasileiros vivem em situação de insegurança alimentar, ou seja, sem garantia básica de sobrevivência. Pela primeira vez em 17 anos, mais da metade da população não teve certeza se haveria comida suficiente em casa no dia seguinte, teve que diminuir a qualidade e a quantidade do consumo de alimentos e até passou fome.
A redução do custo operacional das empresas pelo corte nos reajustes salariais, o avanço da terceirização e o aumento da vulnerabilidade social só podem ser combatidos com a união. O nosso papel é muito simples: mesmo fora das campanhas salariais, precisamos nos manter unidos e mobilizados. A luta pela melhoria das condições sociais e de trabalho não vai ser televisionada ou defendida por grandes empresários. Então não se iluda. A defesa dos seus direitos é feita pelos sindicatos e movimentos populares.
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1° de maio
No início de maio de 1886, 12 manifestantes foram mortos pela polícia de Chicago e dezenas pessoas ficaram feridas, em uma sequência de protestos que fizeram parte de uma grande greve geral pela redução da jornada de trabalho para 8 horas. Desde então, a data 1° de maio serve para lembrar a luta dos trabalhadores contra a opressão do capital. Exatos 135 anos depois, a luta pela dignidade e pela vida dos trabalhadores ainda se mantém. O avanço da chamada plataformização do trabalho, tem apresentado efeitos nefastos para diversas categorias.
A ofensiva contra grupos populares, a exemplo dos Sindicatos, tem como único objetivo o barateamento e a exploração máxima da mão de obra. Somado à pandemia de Covid-19, a busca pelo barateamento e flexibilização dos contratos de trabalho pelas empresas, chancelada pelo governo e pelo congresso desde 2017, na Reforma Trabalhista tem corroído o orçamento das famílias e gerado um grande abismo social. Na época da aprovação do texto, ao mesmo tempo que o congresso aumentou o poder das negociações coletivas feitas pelos Sindicatos, também limitou formas de arrecadação das entidades. A ideia aqui é clara: há uma busca pelo enfraquecimento das instituições populares para que seja possível passar toda a sorte de proposta nefasta apresentada pelas empresas.




