Manifestantes vão às ruas pelo segundo dia consecutivo pela vacina, auxílio emergencial e impeachment
Valcir Araújo

Carreata em Brasília neste domingo. Manifestação ocorreu em mais de 30 cidades brasileiras5128
São Paulo – Manifestantes saíram em carreatas e bicicletadas neste domingo (21) para reivindicar a vacina para toda a população contra a covid-19 e a prorrogação do auxílio emergencial, no valor de R$ 600, até o fim da pandemia. Eles pedem também o impeachment do presidente Jair Bolsonaro.
Foi o segundo dia consecutivo desse tipo de protesto, capaz de levar muita gente às ruas sem causar as aglomerações que levam ao grande contágio pelo novo coronavírus. Mesmo durante as concentrações, que antecedem o início do protesto, todos usavam máscaras e mantinham o distanciamento social.
Vacina e auxílio emergencial
Organizadas pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, com apoio de centrais sindicais e movimentos populares, as manifestações deste domingo estavam previstas 31 cidades dos estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Goiás, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio d Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
“Começou a carreata em Brasília! Muitos carros, bicicletas, todos por #ForaBolsonaro, por vacina, renda emergencial. O povo precisa de emprego, comida e combustível baratos, precisa de um governo brasileiro, com compromisso com o desenvolvimento e a dignidade humana”, disse a presidenta do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR).
Já são 70 os pedidos de impeachment protocolados na Câmara. Nenhum deles foi colocado para análise pelo ex-presidente da Casa Rodrigo Maia (DEM-RJ). E a eleição de Arthur Lira (PP-AL), apoiada por Bolsonaro, torna o acolhimento das denúncias ainda mais difícil.
Outras reivindicações dos manifestantes são o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a proteção ao emprego, além da prorrogação do auxílio emergencial, no valor de R$ 600, até o fim da pandemia. Para as centrais sindicais e os movimentos sociais, o benefício entre R$ 200 a R$ 250, negociado entre Congresso Nacional e o governo, é insignificante diante do avanço da pobreza no país.
Confira fotos de carreatas pelo país neste domingo
Redação: Cida de Oliveira
CCT 2021 | Unidade de todos os Sindicatos conquistou a continuidade das negociações
Como informado no último dia 13, o CNU – Comando Nacional Unificado, o qual o SITRAMICO-RJ faz parte junto com outros Sindicatos, encaminhou ofício ao patronato que estava intransigente na sua sanha de incluir cláusulas ruins para os trabalhadores como obrigatoriedade de trabalhar aos domingos sem hora extra e a imposição de reajuste dos salários abaixo da inflação.
Mas, com a união e esforço dos Sindicatos conseguimos arrancar essa nova reunião.
Só a unidade permanente entre os trabalhadores, com suas entidades sindicais, e dos Sindicatos entre si, poderão conduzir a classe trabalhadora à consciência de seu real valor para a sociedade.
Nova rodada foi marcada para dia 23/02, acompanhe nossos informativos.
O momento é de resistência com unidade na luta!
A Diretoria
CCT 2021 | Sindicatos cobram continuidade das negociações
No dia 12/02, o Comando Nacional Unificado – CNU, do qual o SITRAMICO-RJ faz parte junto com outros Sindicatos, encaminhou um ofício por e-mail ao Sindicato Patronal, o Sindicom, no qual solicitou um novo encontro com representantes das empresas distribuidoras de combustíveis e lubrificantes para dar continuidade às negociações.
No documento, o CNU manifestou que é de fundamental importância que o patronato tenha compromisso e responsabilidade social com os seus trabalhadores em não promover prejuízos e retrocessos na convenção coletiva, num momento como esse, com uma pandemia que vem causando problemas sanitários graves e a intensa tragédia social que isso representa.
Informamos que os sindicatos aguardam uma resposta das empresas até dia 19/02 para que seja dado prosseguimento à negociação.
A Diretoria
Fique atento aos comunicados do seu sindicato!
Recesso Carnaval
O SITRAMICO-RJ informa que a partir da próxima sexta-feira, 12/02, as unidades do Sindicato permanecerão fechadas para o recesso de carnaval. Os atendimentos serão retomados no dia 18/02, de acordo com as rotinas adotadas em decorrência da pandemia de COVID-19.
CCT 2021 | A negociação só acaba com a convenção assinada
Na tarde desta terça-feira, 9, o CNU – Comando Nacional Unificado reuniu-se com o SINDICOM para a quarta rodada de negociações salariais. No encontro, os Sindicatos dos trabalhadores reafirmaram o compromisso com a negociação e a disposição para a construção de uma proposta digna. Como resposta, o patronal representado pelas maiores empresas do mundo – Shell, Ipiranga do Grupo Ultra, Petrobras Distribuidora, Cosan, Raízen, Iconic (antiga Chevron), entre outras – apresentou uma proposta rebaixada numa tentativa desesperada de forçar o encerramento das negociações.
Nem mesmo a heroica atuação dos trabalhadores durante a pandemia da COVID-19 sensibilizou as companhias. Vale lembrar que mesmo após insistentes cobranças das entidades Sindicais, as empresas sequer apresentaram os dados sobre o número de trabalhadores afastados por conta do novo coronavírus. Além disso, os trabalhadores amargam a perda do poder de compra nos últimos cinco anos e os prejuízos do aumento da inflação que corrói o orçamento de famílias inteiras desde 2016. Nem mesmo a Reforma Trabalhista foi suficiente para aplacar a ganância dos empresários às custas do sacrifício e da saúde do trabalhador.
Quando os Sindicatos exigem aumento real, eles lutam por alimentação, saúde e segurança dos trabalhadores e esses itens são inegociáveis. Nos últimos meses, tivemos notícias de doações e até mesmo da compra de refinarias, mas nada de aumento real. Veja abaixo a proposta patronal:
Importante: O patronal condicionou os reajustes à retirada do parágrafo 4° da cláusula 35 da CCT, que regra a duração semanal do trabalho. Com isso, O SINDICOM quer carta branca para o trabalho aos domingos, algo não permitido pela convenção coletiva atual. De acordo com a análise da Assessoria Jurídica do SITRAMICO-RJ, esta alteração é prejudicial ao trabalhador. Eles destacam que “a Portaria 604/201 alterada pela Portaria 19.809/2020 do Ministério da Economia já autorizava o trabalho aos domingos do ‘comércio em geral’. Entretanto, na CCT já havia a previsão de que o trabalho aos domingos nas empresas presentadas pelo SINDICOM mediante autorização via acordo coletivo. Como o negociado vale sobre o legislado, o SINDICOM quer derrubar a cláusula, fazendo prevalecer o legislado pelo negociado”.
Vale lembrar que a inflação do período foi de 5,45% (INPC)
- Reajuste Salarial: 3% para os empregados com salários até R$ 14.269,16 (com periculosidade em 31.12.2020). Parcela fixa de R$ 428,07 para empregados com salários superiores a esse limite, observados os demais critérios da cláusula
- Abono: R$ 3.585,00 para empregados com salário até R$ 10.050,09 (com periculosidade em 31.12.2020);
- Piso: R$ 2.250,00 acrescido de periculosidade quando devido.
- Cesta básica: R$ 465,00 por mês, para empregados com salário até R$ 6.243,62 (com periculosidade, em 31.12.2020)
- Vale Refeição: R$ 39,14 (por vale);
- Salário-família: R$ 38,00 por mês;
- ATS (valor único nas férias – valor único nas férias – de acordo com a tabela do tempo de serviço ): R$ 788,00;
- Auxílio-Creche: R$ 828,00 por mês;
- Auxílio-Acompanhante: R$ 501,00 por mês;
- Auxílio Dependente Excepcional: R$ 1.078,00 por mês;
- Auxílio-Funeral: R$ 4.225,00;
- Bolsas de Estudos: R$ 562,00 (para suprir entrada da BR na CCT, houve aumento de apenas 30% na quantidade convencionada);
- Indenização sábado: R$ 1.909,00
- Indenização domingo: R$ 3.478,00.
Proposta empurrada goela abaixo não é negociação e sim imposição. Fiquem atentos aos nossos informes e convocações! Uma negociação justa só pode ser conquistada com a participação de todos!
Então, Carnaval é feriado?
Isso pode assustar, mas a terça-feira de carnaval não é um feriado nacional, mas estadual e/ou municipal, ou seja, depende da legislação do Estado e/ou do Município. Sobre este tema, cabe destacar:
- No caso do Rio de Janeiro, a terça-feira de carnaval é feriado estadual previsto na Lei 5243/2008, ou seja, é feriado em todos os municípios do Estado Do Rio de Janeiro e mesmo com a pandemia, ainda será feriado. O que foi cancelado pelo governo estadual foram as festas, mas a terça-feira de carnaval em 2021 é feriado.
- Ponto facultativo: é o período previsto em decreto governamental que consiste em dispensar a obrigatoriedade do funcionamento de seus órgãos em dias de determinadas datas comemorativas. Um exemplo foi o fato do prefeito do Rio declarar ponto facultativo na segunda-feira antes da Terça-feira de Carnaval. Isso significa que todos os órgãos públicos municipais do Rio de Janeiro terão ou não expediente.
Isso se aplica às empresas privadas ?
Por lei não. Aplicar ponto facultativo é uma liberalidade da empresa, ou seja, não é porque o prefeito do Rio determinou ponto facultativo na segunda-feira de carnaval, que as empresas são obrigadas a implantar ponto facultativo também. Só será obrigação a implementação do ponto facultativo pelas empresas se tiver previsão em norma coletiva.
Dessa forma, O ponto facultativo é aquele em que o empregador pode decidir se dará ou não o dia de folga aos seus colaboradores. Já o feriado é uma data decretada e oficializada nos calendários nacionais, estaduais e municipais, tornando obrigatória a dispensa de serviço nestes dias.
Carnaval 2021: O único feriado obrigatório é o da terça-feira de Carnaval, que este ano será no dia 16 de Fevereiro. Os dias 15 (segunda-feira) e 17 (quarta-feira) de fevereiro são pontos facultativos. Neste caso, a folga depende de cada empresa.
Importante: O trabalhador que presta serviço no feriado(terça-feira) deverá ou ter o dia compensado ou receber horas extras conforme previsão em lei, norma coletiva e acordo individual. Cada caso é um caso e para qualquer dúvida sobre o assunto entrar em contato com o Jurídico do Sindicato
A Diretoria
CCT 2021 | Em rodada tensa, patronal mantém proposta rebaixada
Nesse novo encontro, patronal apresentou proposta de 2% de reajuste nos salários

Na tarde desta sexta-feira, 05/02, o CNU – Comando Nacional unificado reuniu-se com o SINDICOM para a terceira rodada de negociações salariais para a CCT 2021. Após manter por duas rodadas reajuste ZERO nos salários, o patronal insiste numa CCT rebaixada com aumento salarial que não contempla sequer metade da inflação do período.
A pergunta do trabalhador é: categoria é essencial apenas no momento de gerar lucro para os empresários?
A heroica atuação dos trabalhadores do segmento de distribuição de combustíveis foi fundamental para a manutenção da economia e do resultado das empresas no último ano, mas como pôde ser observado nas negociações, as companhias insistem em aprofundar as irreparáveis perdas advindas da pandemia da COVID-19 passando a conta para os trabalhadores. Veja abaixo a proposta das empresas:
- Reajuste Salarial: 2,00% para os empregados com salários até R$ 13.720,35 (com periculosidade em 31.12.2020). Parcela fixa de R$ 274,41 para empregados com salários superiores a esse limite, observados os demais critérios da clausula
- Abono: R$ 2.540,00 para empregados com salário até R$ 9.663,55 (com periculosidade em 31.12.2020);
- Salário de Admissão: R$ 2.228,00 acrescido do Adicional de Periculosidade, quando devido;
- Vale-Alimentação: R$ 465,00 por mês, para empregados com salário até R$ 6.003,29 (com periculosidade, em 31.12.2020);
- Vale Refeição: R$ 39,14 (por vale);
- Salário-família: R$ 38,00 por mês;
- ATS (valor único nas férias): R$ 788,00;
- Auxílio-Creche: R$ 828,00 por mês;
- Auxílio-Acompanhante: R$ 501,00 por mês;
- Auxílio Dependente Excepcional: R$ 1.078,00 por mês;
- Auxílio-Funeral: R$ 4.225,00;
- Bolsas de Estudos: R$ 562,00 ( mesmo com a entrada da BR na CCT, houve aumento de apenas 10% na quantidade convencionada);
- Indenização sábado: R$ 1.909,00 14.
- Indenização domingo: R$ 3.478,00.
A proposta foi recusada em mesa e uma nova rodada está marcada para o dia 09/02/2020. Fique atento às nossas redes sociais!
CCT| Nova rodada na próxima sexta, 5
Na próxima sexta-feira, 5, o CNU – Comando Nacional Unificado, reúne-se com o SINDICOM para a terceira rodada de negociações para a CCT 2021. Na última rodada, o patronal insistiu no congelamento dos salários mantendo como argumento os impactos da pandemia do novo coronavírus. Entretanto, os sindicatos mantiveram a tônica combativa e cobraram uma proposta digna para os trabalhadores. Além do congelamento dos salários, as empresas propuseram a redução dos beneficiados pela cesta-básica e nos poucos itens reajustados, percentual muito abaixo da inflação. Veja abaixo o que foi apresentado pelo SINDICOM:
- Abono de R$ 1500 para quem recebe até 9663,55 (salários + periculosidade)
- Salário admissão R$ 2184,00 (2839,20 com periculosidade)
- Cesta básica R$ 450 para quem recebeu até R$ 6003, 29 (salários + periculosidade) em dez 2020
- Vale refeição: R$ 38
- Salário família: R$ 37
- ATS: R$ 765
- Auxílio creche: R$ 804
- Auxílio Acompanhante: R$ 487
- Auxílio dependente excepcional: R$ 1048
- Auxílio funeral: R$ 4106
- Bolsa de estudos: R$ 546
Os demais itens seriam congelados. Cabe destacar que as empresas propõem a diminuição dos beneficiados pela cesta básica e reajuste em poucos benefícios muito abaixo da inflação do período (5,44%).
Institucional | Reajuste na mensalidade de aposentados e sócio-usuário
O SITRAMICO-RJ informa que, conforme deliberado em Assembleia Geral Ordinária de Prestação de Contas do Exercício de 2019, no dia 24 de novembro de 2020 convocada no edital publicado no Jornal Expresso e divulgado nos canais de comunicação do Sindicato, o aumento das mensalidades dos associados aposentados e usuários, a partir de janeiro de 2021, para o valor de R$35,00 (trinta e cinco reais).
Esclarecemos que este aumento deve-se a soma de reajustes não aplicados em 2019 e 2020 junto com o de 2021, arredondado em centavos.
Informamos, ainda, que desde o dia 20/01/2021, reiniciamos nosso teleatendimento os novos telefones de contato por área específica, para melhor e mais agilidade no atendimento, como segue abaixo:
- TRABALHISTA: 21 99959-2893
- PREVIDENCIÁRIO: 21 97520-4719
- DEMAIS ÁREAS: 21 99905-6602
Além disso, estamos trabalhando para realizar mais convênios com vantagens especiais de compras, serviços e lazer para associados.
CCT 2021 | SINDICOM propõe o congelamento dos salários
ABSURDO! Empresas apresentam presente de grego na negociação
No último dia 26/01, o CNU – Comando Nacional Unificado, reuniu-se mais uma vez com o SINDICOM para a segunda rodada de negociações para a CCT 2021. Conforme acordado na última reunião, as empresas apresentariam uma nova proposta. Entretanto, o que se viu foi um show de horrores. Além do congelamento dos salários, as empresas propuseram a redução dos beneficiados pela cesta-básica e nos poucos itens reajustados, percentual muito abaixo da inflação. Veja abaixo o que foi apresentado pelo SINDICOM:
- Abono de R$ 1500 para quem recebe até 9663,55 (salários + periculosidade)
- Salário admissão R$ 2184,00 (2839,20 com periculosidade)
- Cesta básica R$ 450 para quem recebeu até R$ 6003, 29 (salários + periculosidade) em dez 2020
- Vale refeição: R$ 38
- Salário família: R$ 37
- ATS: R$ 765
- Auxílio creche: R$ 804
- Auxílio Acompanhante: R$ 487
- Auxílio dependente excepcional: R$ 1048
- Auxílio funeral: R$ 4106
- Bolsa de estudos: R$ 546
Os demais itens seriam congelados. Cabe destacar que as empresas propõem a diminuição dos beneficiados pela cesta básica e reajuste em poucos benefícios muito abaixo da inflação do período (5,44%). Em 2020, só o arroz subiu 62%, a carne bovina 52% e o leite 54,81%. Para piorar, o patronal condicionou os reajustes ao aceite do pacote de maldades apresentado pelas empresas em dezembro. Nem mesmo a grande dedicação dos trabalhadores durante a pandemia foi suficiente para que as empresas apresentassem um reajuste digno! A proposta foi rejeitada em mesa e uma nova rodada está prevista para a primeira quinzena de fevereiro.
Mais...
Pesquisadora da Fiocruz desabafa: ‘Injustificável não termos vacina por incompetência diplomática’
Sem citar diretamente o nome de Bolsonaro e do chanceler Ernesto Araújo, a médica pneumologista Margareth Dalcomo fez duras criticas ao governo brasileiro e sua incapacidade de vacinar seus cidadãos
reprodução

Fonte: Rede Brasil Atual | “É absolutamente inaceitável que neste momento no Brasil tenhamos recebido a notícia de que as vacinas não virão da China e da Índia”, afirma médica da Fiocruz
São Paulo – O processo de imunização no Brasil começou em São Paulo no domingo (17), com a CoronaVac, vacina elaborada em parceria do Instituto Butantan e a empresa chinesa Sinovac. Entretanto, problemas diplomáticos já atrapalham a chegada de insumos, fabricados na China, para continuar a produção da vacina. Problema semelhante afeta a outra vacina que teve uso emergencial autorizado no país, a AstraZeneca.
O imunizante, que no Brasil será produzido em parceria da Universidade de Oxford e com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ainda não chegou ao país por incompetência do governo do presidente Jair Bolsonaro em trazer um primeiro lote de 2 milhões de doses da Índia. Além disso, já se sabe que faltarão os insumos para a sua fabricação, assim como para a CoronoVac.
Diante deste cenário de incerteza, a médica pneumologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Margareth Dalcomo fez um desabafo sobre a falta de capacidade do Brasil de vacinar seus cidadãos. Margareth é pioneira na pesquisa da covid-19 no Brasil. Hoje, ao receber o prêmio São Sebastião, no Rio de Janeiro, ela disse ser “absolutamente inaceitável” a situação que o país atravessa.
“É absolutamente inaceitável que tenhamos recebido a notícia de que as vacinas não virão da China. E também não virão da Índia. Nada justifica que o Brasil não tenha capacidade competitiva de servir a seu povo, a não ser a incompetência diplomática, que não permite que cada um dos brasileiros esteja – amanhã, nos próximos dias ou meses – recebendo a única solução que há para a covid-19, a vacina”, disse a pesquisadora.
Margareth apontou o enorme fracasso do governo brasileiro, incapaz até mesmo de garantir o sistema de cooperação construído em detalhes e com antecedência, pela comunidade científica da Fiocruz e a China. “Nenhuma explicação poderia justificar isso. O acordo foi estabelecido ponto a ponto desde agosto do ano passado para que a Fundação Oswaldo Cruz tivesse a sua linha de produção pronta. E é lamentável que as missões diplomáticas tenham fracassado a esse ponto.”
Em nota, a Fiocruz informou que o atraso do envio dos insumos para a produção da vacina provocará “impacto sobre o cronograma de produção inicialmente previsto de liberação dos primeiros lotes entre 8 e 12 de fevereiro”.
Com subocupação em alta, Brasil deixa um terço da força de trabalho sem emprego
Economista César Locatelli estima que país possui 32 milhões de subocupados e auxílio emergencial precisa de continuidadePor Redação RBA
Publicado 11/01/2021 – 11h43Marcelo Camargo/EBC

Fonte: Rede Brasil Atual | Reduzido de R$ 600 para R$ 300, depois encerrado por Bolsonaro, auxílio emergencial é responsável por sustentar 25 milhões brasileiros2104
São Paulo – O Brasil possui 32 milhões de trabalhadores em situação de subocupação e o governo Bolsonaro “retirou a oportunidade do brasileiro de trabalhar”, afirma o economista César Locatelli, em entrevista à Rádio Brasil Atual. Na avaliação dele, o país deixou sem emprego um terço da força de trabalho, agravando a subocupação.
Os cálculos do economista mostram que, além dos 14 milhões de pessoas desempregadas, o Brasil ainda possui 5,8 milhões que deixaram a força de trabalho, 6,2 milhões que estão em busca de emprego e outras 6,5 milhões subocupadas. “Mesmo assim, ainda sobram 26 milhões de pessoas sem emprego e, portanto, sem renda. Número bem superior aos 14 milhões que circula na mídia”, afirma, em artigo.
Diante desse cenário, Locatelli sustenta que o governo Bolsonaro não tem margem para encerrar o auxílio emergencial, já que há pessoas necessitando do dinheiro e a pandemia ainda está em alta, agravando a subocupação e a reserva de mão de obra na força de trabalho. Nesta semana, a Caixa Econômica paga a última parcela do programa.
“O Brasil tem uma reserva financeira, feita nos governos Lula e Dilma, em torno de U$ 350 bilhões que dá a possibilidade de fazer a economia girar. O país não está quebrado. Além disso, o auxílio emergencial é em real, ou seja, tem o controle da moeda para pagar as pessoas”, disse.
O Datafolha mostrou, em dezembro, que o auxílio emergencial é única fonte de renda para 36% das famílias que receberam pelo menos uma parcela do benefício em 2020. Reduzido de R$ 600 para R$ 300, ele é responsável por sustentar 25 milhões brasileiros.
Com apenas R$ 300, o principal efeito nos lares brasileiros foi a adoção de ações para cortar gastos. Uma coisa que é importante falar, segundo o economista, é a comparação errada sobre o país e uma família. Quando não há renda suficiente em casa para manter algumas coisas, a única saída que você tem é cortar. “O país é diferente, porque consegue se endividar. Essa comparação é feita para enganar a população”, finalizou Locatelli
MPT abre inquéritos para apurar motivos e consequências da saída da Ford
Procurador destaca efeito na cadeia produtiva no entorno da montadora

Trabalhadores na Ford em Taubaté fizeram assembleia diante da Câmara Municipal e mantém vigília na fábrica114
São Paulo (Rede Brasil Atual) – O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu três inquéritos civis para apurar causas e impactos da decisão da Ford de encerrar a produção no Brasil. O procurador-geral do Trabalho, Alberto Balazeiro, ressaltou a preocupação com os reflexos sociais e o futuro dos trabalhadores após o encerramento das atividades nas fábricas de Camaçari (BA), Taubaté (BA) e Horizonte (CE). Os inquéritos foram abertos nessas regiões.
O assunto foi discutido em audiência virtual realizada hoje (13). Também participaram os secretários Bruno Bianco Leal (Previdência e Trabalho) e Bruno Dalcomo (Trabalho), do Ministério da Economia. Pela Ford, o diretor jurídico, Luís Cláudio Casanova, o gerente de Relações Governamentais, Eduardo Freitas, e advogados.
Cadeia produtiva
O Ministério Público destacou a existência de uma cadeia produtiva no entorno da Ford, que também será atingida, além dos empregos diretos. O Sindicato dos Metalúrgicos e a prefeitura de Camaçari, por exemplo, falam em 12 mil empregos diretos, mas incluindo “sistemistas” – entre os 4 mil que trabalham na própria fábrica, e fornecedores da empresa – e 50 mil indiretos.
A unidade de Taubaté, no interior paulista, tem 830 funcionários e a Horizonte, na região metropolitana de Fortaleza, 470. Essa última produz jipes da marca Troller. Pela decisão da Ford, as fábricas de Camaçari e Taubaté fecham imediatamente e a de Horizonte, no final do ano.
Clube fecha na Bahia
“Com base nos três inquéritos civis instaurados pelo MPT, foi criado um Grupo Especial de Atuação Finalística (Geaf) que atuará de forma coordenada e estratégica para mitigar os impactos decorrentes do encerramento das atividades nas três fábricas da Ford no Brasil”, diz o Ministério Público.
O sindicato de Camaçari anunciou o fechamento do Metal Clube, um espaço de lazer da categoria, próximo da praia, inaugurado em 2014. Segundo a entidade, a saída da Ford corresponde a perda de 98% da receita. “Estamos enfrentando o momento mais difícil da vida dos trabalhadores e da história do sindicato, desde a chegada da Ford, há 20 anos. O momento é dramático. Estamos buscando todas as possibilidades possíveis para construir saídas que possam assegurar os direitos e o emprego dos metalúrgicos”, diz o presidente, Júlio Bonfim.
Em Taubaté, os funcionários fizeram assembleia ontem diante da Câmara Municipal. Na próxima quarta-feira (20), às 10h, será realizada audiência pública, também virtual, na Assembleia Legislativa de São Paulo. “Além disso, os trabalhadores não vão sair da porta da empresa” afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Cláudio Batista, o Claudião.
CCT 2021 | Patrões apresentam pacote de maldades e reajuste zero na primeira rodada
Na tarde do último dia 15, os Sindicatos que compõem o CNU – Comando Nacional Unificado, reuniram-se com o SINDICOM – Sindicato Patronal representante das empresas de distribuição de combustíveis e lubrificantes, para a primeira rodada de negociações em torno da campanha salarial deste ano. Por conta da pandemia do novo coronavírus, a reunião foi realizada virtualmente.
A reunião foi iniciada com a apresentação da proposta das empresas. Após quase duas horas de fala, ficou clara a intenção das companhias: o congelamento de valores e benefícios. Além disso, as empresas ainda condicionaram a manutenção da CCT ao aceite a uma série de cláusulas enviadas pelas empresas no dia 23/12/2020. Não bastasse a desvalorização salarial, as empresas não apresentaram sequer uma proposta de abono.
Como resposta, os Sindicatos criticaram veementemente a proposta das empresas ressaltando a atuação heroica dos trabalhadores, que na condição de atividade essencial, se mantiveram na linha de frente se expondo ao vírus nesse período tão crítico. Entretanto, para a nossa surpresa, em vez de compensar os trabalhadores pela brava atuação e valorizar a dedicação dos trabalhadores, a bancada patronal impõe mais perdas além daquelas impostas pela COVID-19 apostando no arrocho salarial como forma de aumentar a margem de lucro.




