Trabalho escravo: 21 paraguaios resgatados no Paraná e 25 encontrados em cafezal na Bahia
Fonte: Rede Brasil Atual (São Paulo) – Duas operações de fiscalização nesta semana resgataram 46 trabalhadores, 21 paraguaios em plantação de mandioca no Paraná e 25 de diversas regiões em um cafezal na Bahia. Todos foram encontrados em situação degradante, em condições análogas à de trabalho escravo.
No primeiro caso, o Ministério Público do Trabalho (MPT) realizou o resgate dos 21 trabalhadores de nacionalidade paraguaia no distrito de Santa Eliza, em Umuarama (PR). “Foram constatadas diversas irregularidades, como a inexistência de banheiros e locais adequados para refeições no ambiente de trabalho. Além disso, os trabalhadores não contavam com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para a execução de suas atividades, e alguns dos alojamentos inspecionados apresentavam condições precárias de higiene, em desobediência às Normas Regulamentadoras”, informou o MPT.
Solução urgente
Procuradores envolvidos no caso se reuniram com os responsáveis pelo estabelecimento. Isso, segundo o Ministério Público, “para buscar uma solução urgente para que os trabalhadores paraguaios fossem minimamente indenizados pela vivência em situação degradante e, também, possibilitar o retorno às localidades de origem no país vizinho, sem prejuízo do prosseguimento da investigação ministerial para apurar demais indenizações e obrigações por parte das pessoas físicas e jurídicas envolvidas”.
Já na Bahia, os 25 resgatados trabalhavam em fazenda de café no município de Encruzilhada, sudoeste do estado. Depois de receber as verbas rescisórias, eles retornaram ontem (25) às cidades de origem. Deverão receber, também, três meses de seguro-desemprego. “O empregador pagou cerca de R$ 100 mil de rescisão dos contratos de trabalho, mas ainda está negociando o pagamento de indenizações por danos morais”, relatou ainda o MPT. Os procuradores têm feito fiscalizações na região em parceria com vários órgãos públicos – Ministério do Trabalho e Emprego, Defensoria Pública da União, Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado, Polícia Federal (PF) e Polícia Militar da Bahia. “A operação contou com o apoio da Secretaria de Ação Social do município de Encruzilhada, que forneceu alojamento provisório, refeições e disponibilizou suas instalações para reuniões da força-tarefa com o empregador.”
Os 25 trabalhadores ficaram alojados, provisoriamente, em escola municipal. Vinham de diversos municípios baianos e não tinham registro. “Nas frentes de serviço da colheita de café não havia equipamento de segurança, instalações sanitárias, local para refeição nem vestimentas adequadas. O empregador fornecia apenas luvas. Devido à falta de proteção ao vestuário inadequado e às condições climáticas da região, três trabalhadores precisaram ser encaminhados a unidades de saúde de Encruzilhada após o resgate. As necessidades fisiológicas eram feitas ao relento e a água era transportada em vasilhames de água sanitária reutilizadas”. Os safristas não foram submetidos a exame admissional e não eram fornecidas vestimentas de trabalho nem equipamentos de proteção individual. Os trabalhadores usavam roupas absolutamente inadequadas para as condições climáticas e vários calçavam apenas chinelos de dedo e alguns descalços.”
Com acordos trabalhistas, novo governo troca atrito por cultura do diálogo em empresas públicas
Fonte: Rede Brasil Atual (São Paulo) – O novo governo parece estar trocando o conflito pela cultura do diálogo em empresas públicas. Nos dois últimos meses, vários acordos foram celebrados na Justiça do Trabalho para rever processos e buscar o entendimento pela via da negociação direta. O caso mais recente ocorreu na última quinta-feira (25), foi celebrado acordo de cooperação entre o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o Banco do Brasil. O esforço será para “racionalizar” as ações pendentes. Além disso, o BB e o Sindicato dos Bancários do Distrito Federal puseram fim a um processo de 2014, que envolvia aproximadamente 3.300 trabalhadores e somava mais de R$ 31 milhões líquidos. Vários entendimentos foram celebrados na semana de conciliação trabalhista promovida pelo Judiciário.
Ontem (26), o ministro Alexandre Ramos, do TST, homologou acordo entre a Caixa Econômica Federal e o Ministério Público do Trabalho (MPT) pelo qual deverão ser contratados 800 classificados em concursos feitos em 2014. As contratações devem ser feitas em até seis meses.
Acordo encerra dissídio na EBC
Dois dias antes, o vice-presidente do tribunal, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, homologou acordo entre a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e entidades sindicais. O acordo coletivo da categoria extingue o dissídio coletivo de greve ajuizado em 2021 pela EBC. Prevê reajuste de 11,09%, com pagamento retroativo à data-base (janeiro) de 2022, além de temas recorrentes nos processos, como progressão de carreira.
Para o ministro Corrêa da Veiga, a Justiça do Trabalho vive uma “mudança de paradigma” sobre a conciliação. Ele citou a criação dos Centros Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Cejuscs), inclusive o do TST, recentemente.”É a profissionalização do encontro da justiça com as parte. A vocação natural da Justiça do Trabalho é a conciliação”, afirmou.
Caminho do entendimento
No caso da EBC, o novo presidente da empresa, Hélio Doyle, destacou a importância de uma boa relação com os trabalhadores. “Espero que esse seja o caminho de toda a nossa gestão, que haja entendimento e diálogo. O dissídio coletivo é a ultimíssima alternativa.”
“Esse caminho estava interditado nos últimos anos, com a interrupção do diálogo democrático entre capital e trabalho, a empresa e seus trabalhadores”, afirmou o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, Pedro Rafael Ferreira. Ele atribuiu o acordo à “resiliência” dos quase 2 mil funcionários da EBC.
Terceirização e negociação coletiva
No final de abril, o TST já havia firmado acordos semelhantes com a Petrobras e com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Com isso, a expectativa era de redução de processos naquele tribunal. BB, ECT e Petrobras estão entre os principais litigantes do TST. Ou seja, entre as empresas que mais acumulam ações trabalhistas. Também costumam protagonizar campanhas salariais turbulentas.
Além disso, em março a Advocacia-Geral da União (AGU) também celebrou acordo envolvendo casos sobre a chamada responsabilidade subsidiária. São aqueles que discutem a responsabilidade da União por dívidas de empresas contratadas para prestar serviços terceirizados. Nesse caso, estima-se que até 20 mil processos podem ser extintos.
O governo também fechou acordo salarial, o primeiro em seis anos, com várias entidades da administração pública federal. E iniciou conversas, envolvendo os ministérios do Trabalho e da Gestão, para regulamentar a Convenção 198 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata justamente do direito à negociação coletiva no setor público.
O cartel está de volta e disposto a evitar queda no preço do petróleo
Dinâmica dos países produtores coloca para o Brasil o desafio de construir uma nova estratégia de inserção no mercado global de óleo e gás, para não ser um mero receptor das turbulências de preços
Fonte: Rede Brasil Atual | Em artigo publicado originalmente no Correio Braziliense e no Blog Terapia Política, e que será republicado na 26ª Carta de Conjuntura da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), tratei da questão do retorno do cartel do petróleo. Abaixo, uma síntese do artigo.
O anúncio pela Arábia Saudita, no começo de abril, de que ela e os países da Opep reduziriam a oferta mundial de petróleo em cerca de 1 milhão de barris por dia impactou diretamente os preços internacionais de petróleo e derivados. A medida foi seguida da reafirmação pela Rússia de que manteria seu corte de março, de 500 mil barris por dia, até o fim do ano. A iniciativa saudita não é uma novidade e, combinada com o anúncio russo, sinaliza claramente: o cartel está de volta e disposto a evitar a queda dos preços. Tais dinâmicas colocam para o Brasil o desafio de construir uma nova estratégia de inserção no mercado global de óleo e gás, para não ser um mero receptor das turbulências de preços do mercado global.
O anúncio saudita se seguiu a flutuações dos preços ocorridas no mês anterior. Primeiro, os mercados registraram uma queda nos preços de referência por avaliações negativas sobre o cenário internacional. A subida das taxas de juros, o agravamento da situação financeira e instabilidades no sistema bancário ampliaram os temores de uma crise mais aguda e voltaram os fantasmas da crise de 2007/2008. A essas avaliações, se seguiu a intervenção dos bancos centrais sinalizando que buscariam evitar o acirramento da crise, o que começou a tranquilizar e mudar os humores dos mercados. O anúncio de que a China interromperia sua política de lockdowns sinalizou positivamente a respeito do futuro econômico. Essas avaliações sobre o cenário econômico impactaram os mercados internacionais de petróleo e derivados, e os preços recuperaram uma trajetória ascendente.
Fatores geopolíticos
O que a reação do cartel no começo de abril apontou é que os principais países produtores não estão dispostos a serem personagens sem protagonismo, deixando os preços guiados pela demanda. Cumpririam seu papel de tentar influir e determinar os preços. A combinação com a Rússia, que não é membro da Opep, também foi um sinal importante, já que o isolamento russo é uma política dos EUA neste momento.
Outro fato geopolítico importante foi a distensão entre Irã e Arábia Saudita, sob o patrocínio da diplomacia chinesa. A Arábia Saudita tem sido um histórico pilar dos interesses estadunidenses em todo Oriente Médio, e a redução da tensão de suas relações com o Irã sinaliza uma possibilidade de mudança de ventos diplomáticos e políticos na região.
Segundo o Oil Market Report, de 13 de abril, a Arábia Saudita lidera a produção de petróleo entre os países da Opep com uma produção de cerca de 10,5 milhões de barris por dia. Entre os países de fora da organização, a Rússia se aproxima de 10 milhões de barris por dia. A produção brasileira, em fevereiro, foi de 3,3 milhões. Nos mercados de derivados (produtos refinados), os EUA lideram, mas a China vem crescendo rapidamente sua capacidade de refino. O Brasil é citado pela produção de etanol (biocombustível). Temos assim a produção de petróleo bruto e de refinados claramente cartelizadas, com grandes países representando parcelas expressivas da produção internacional.
E o Brasil com isto?
Bem, os movimentos recentes mostram que os principais produtores e consumidores vão tensionar e buscar influenciar os patamares dos preços do petróleo e seus derivados. O Brasil é um importante produtor, mas com uma participação pequena, embora crescente, no mercado global, e que não tem condições de influenciar os preços internacionais. Os movimentos, entretanto, mostram o caráter estratégico do petróleo e dinâmicas geopolíticas globais, mesmo com o avanço no desenvolvimento de fontes renováveis. Sem dúvida, as disputas sobre o preço continuarão no centro da agenda.
Além disso, o Brasil, hoje, tem uma política de preços internos para os derivados bastante passiva, que expõe os consumidores nacionais às flutuações no mercado internacional. Revisar essa política é necessário e urgente. Outro elemento central nesse debate é a política de longo prazo do país para o seu parque de refino. Haverá expansão da capacidade de refino ou não? Vale lembrar que os investimentos nesse segmento são de longa maturação, o que reforça, mais uma vez, a urgência de uma política estratégica assertiva para enfrentar a atual grande dependência brasileira de importação de alguns derivados, apesar de sua auto-suficiência na produção.
Leia também: Entenda o que as reformas tributária e fiscal têm a ver com o financiamento da seguridade social
Os movimentos do mercado internacional de petróleo e derivados nos alertam, mais uma vez, que está mais do que na hora de tomar a política de preços e produção neste setor como uma variável estratégica para o desenvolvimento nacional, o abastecimento interno e a segurança energética brasileira no curto, médio e longo prazos. É preciso fortalecer uma política setorial que pense para além dos movimentos de curto prazo e que associe a política de preços, abastecimento, exportação (de petróleo) e importação (de derivados) à agenda da transição energética. Afinal, quem não tem uma estratégia é parte da estratégia de alguém.
Deputada pede ao MPF que suspenda urgência do PL do Marco Temporal
A deputada federal Juliana Cardoso (PT-SP) pediu ações para suspensão da urgência da votação, aprovada na última quarta (24). O MPF já havia divulgado posição contrária ao mesmo PL em 2021
Fonte: Rede Brasil Atual (São Paulo) – A deputada federal Juliana Cardoso (PT-SP) pediu ao Ministério Público Federal (MPF) medidas para suspender a urgência da votação do PL do Marco Temporal (PL 490/2007). Na última quarta-feira (24), a Câmara aprovou requerimento de urgência para apreciação. O projeto que propõe a aplicação da tese do marco temporal na demarcação de terras indígenas.
Pela tese política do marco temporal, sõ serão reconhecidas para demarcação as terras ocupadas pelos povos indígenas até o dia da promulgação da Constituição Federal. Ou seja, em 5 de outubro de 1988. A tese, aliás, é tema de julgamento no Supremo Tribunal Federal, que deverá ser retomado neste mês de junho. Daí a pressa dos ruralistas.
Na representação à Promotoria de Justiça do Núcleo de Defesa dos Direitos dos Indios e Minorias (NDIM), a parlamentar destaca que o PL 490 traz graves violações constitucionais, legais e de impactos climáticos negativos.
Para cientista Carlos Nobre, demarcações de terras indígenas são arma contra aquecimento global
MPF já havia se manifestado contra o PL do Marco Temporal em 2021
Segundo destaca, o PL viola frontalmente os direitos e garantias constitucionais dos povos indígenas, especialmente os artigos 231 e 232. Ao transferir a competência de demarcação de terras indígenas do Poder Executivo para o Congresso Nacional, o projeto fragiliza a proteção desses povos. E coloca em risco sua cultura, territórios e auto determinação. Tal transferência viola o princípio da superação dos poderes e a lógica do sistema de proteção aos direitos indígenas estabelecidos pela Constituição.
Em junho de 2021, MPF divulgou nota pública pedindo a retirada do PL 490. Para os procuradores da Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do Ministério Público Federal (6CCR/MPF), órgão superior vinculado à Procuradoria-Geral da República, o PL viola a Constituição. E repete vícios de outras propostas legislativas contrárias aos direitos indígenas.
Assim, o PL é definido como mais uma entre as diversas “iniciativas legislativas e administrativas que visam suprimir ou reduzir os direitos indígenas”.
Redação: Cida de Oliveira
Grande ato nacional pela suspensão do equacionamento da Petros
O SITRAMICO-RJ informa que participará da Mobilização nacional organizada pela FUP e FNP no próximo dia 30/5 para pressionar a direção da Petros e o seu Conselho Deliberativo a suspender as cobranças do Plano de Equacionamento do PPSP-R (PED 2021). De acordo com informações da FUP, a meta é "a solução que eliminará todos os equacionamentos e a Petrobrás a realizar os acordos necessários para colocar os recursos no patrimônio dos PPSPs que resolverão em definitivo esse problema, que aflige milhares de participantes e assistidos desses planos”.
Além das Federações, o movimento contará com a participação de diversas entidades representativas dos petroleiros como Astape, Aepet, Abraspet e Cepes. No Rio de Janeiro a concentração será em frente ao edifício sede da Petrobrás, o Edisen, a partir das 10 horas com início às 11 horas
Ainda de acordo com a FUP, serão avaliadas propostas para o futuro dos planos previdenciários do Sistema Petrobrás e as alternativas de modelagem para esses planos com o objetivo de eliminar os atuais e futuros equacionamentos dos PPSPs e ainda evitar possíveis equacionamentos no PP2, garantindo com isso a sus sustentabilidade e perenidade.
Participe! Mostre sua indignação e disposição para luta!
VIBRA e GLP | Possível reestatização da BR Distribuidora e da Liquigás geram questionamentos
Nos últimos meses, tem circulado na grande mídia e blogs de toda parte especulações em torno de uma possível reestatização da BR Distribuidora e da Liquigás, ambas companhias privatizadas durante a gestão Bolsonaro. As apostas vão desde a retomada das marcas a completa reestruturação das empresas.
Historicamente, o SITRAMICO-RJ sempre se posicionou pela manutenção das empresas como estatais tendo em vista não somente as condições de trabalho e emprego possibilitadas por ambas, como também a manutenção dos serviços de distribuição para toda a população brasileira.
Apesar de toda esta discussão, ainda não há nada definido oficialmente sobre o resgate das empresas ou compra/criação de outras. Alguns jornais afirmam que o governo busca retomar as marcas somente, outros dizem que a ideia seria recuperar toda estrutura empresarial e outros ainda apostam na compra de outras empresas de distribuição. Precisamos, no entanto, de informações contundentes sobre o assunto. Para tal, o SITRAMICO-RJ buscou o apoio de Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP Brasil, sobre o assunto para sabermos o que é verdade é o que é fake produzida pela mídia privatista para causar caos.
Você que tem dúvidas, preencha o formulário abaixo. Serão consideradas as perguntas enviadas até o dia 26/05/2023.
Despesas Plano de Saúde – Inconsistências nas Declarações para IR 2022
O SITRAMICO-RJ informa que após o recebimento de reclamações sobre inconsistências nos referidos demonstrativos do Imposto de Renda (IRPF 2022), enviou um ofício à Vibra listando as principais dúvidas dos aposentados e pensionistas em torno do assunto. No texto o sindicato questiona:
- Descontos declarados à Receita Federal com os valores do plano de saúde (grande risco e pequeno risco) inferiores aos valores descontados nos contracheques de 2022, observados por contribuintes que estão usando a Declaração Pré-Preenchida;
- Declaração sem discriminação do CPF que utilizou os serviços (no caso dos que têm dependentes);
- Ausência de informações de como conseguir os extratos dos valores pagos por boleto e extratos do demonstrativo de reembolsos, no site da Bradesco Seguros.
Como resposta, a Vibra informou que, tendo em vista tratarem de informações pessoais protegidas pela LGPD, as respostas seriam possíveis apenas mediante cadastro no portal de benefícios. Veja os links para acesso e cadastro das reclamações abaixo:
Link do Portal: https://beneficios-vibra.itsseg.com/
- VÍDEO DE ORIENTAÇÃO - PRIMEIRO ACESSO: https://youtu.be/U6ZwgJNfNa4
- VÍDEO DE ORIENTAÇÃO - ESQUECI MINHA SENHA: https://youtu.be/OcqUO-I78QU
- VÍDEO DE ORIENTAÇÃO - TROCAR SENHA: https://youtu.be/DRv8gbLtAM0
Orientamos que os passos recomendados pela empresa sejam seguidos e caso haja alguma inconsistência nas informações, entrem em contato conosco.
Nesta edição:
- 1º de Maio Dia do(a) Trabalhador(a)
- Insttitucional | Benefícios Previdênciários: Revisão da Vida Toda.
- GLP| Reunião Semestral: Acompanhamento da CCT 2022/2023.
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Nesta edição:
- GLP | Consórcio entre Ultragaz e Supergasbras é aprovado pelo CADE
- VIBRA |Sindicatos questionam PETROS sobre proposta de renegociação de dívidas
- Institucional | Assembléia de Aprovação de Contas 2022
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Petrobras reduz preços da gasolina, diesel e gás de cozinha após mudança na política de paridade
Fonte: Rede Brasil Atual (São Paulo) | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil – A Petrobras anunciou, nesta terça-feira (16), redução de 21,3% nos preços da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha (GLP). A partir de amanhã (17), a estatal reduzirá em R$ 0,44 o preço médio do litro do diesel A para as distribuidoras – de R$ 3,46 para R$ 3,02 o litro. Para a gasolina A, também haverá redução em R$ 0,40 por litro do preço médio de venda para as distribuidoras, redução de 12,6%. O preço do botijão de 13 quilos – demandado principalmente pela população de baixa renda – também cai, em R$ 8,97.
Com essa redução, segundo a Petrobras, o preço do gás de cozinha para o consumidor final pode ficar abaixo dos R$ 100. Hoje, a média de venda é de R$ 108. O valor praticado, no entanto, não é controlado diretamente pelo governo. As reduções foram detalhadas pelo presidente Jean Paul Prates, em entrevista coletiva ao lado do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, logo após reunião entre os dois em Brasília.
As denominações “gasolina A” e “diesel A” se referem ao combustível puro, antes da mistura com o álcool e biodiesel. Considerando a mistura obrigatória de 88% de diesel A e 12% de biodiesel para a composição do diesel S10, comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 2,69 a cada litro vendido na bomba. E, no caso da gasolina comercializada nos postos, o preço será de R$ 2,03 a cada litro vendido na bomba.
Evitar volatilidade
Mais cedo, a Petrobras publicou comunicado confirmando o fim da política de Preço de Paridade de Importação (PPI). Uma nova estratégia de comercialização, baseada no “custo alternativa do cliente, como valor a ser priorizado na precificação” e no “valor marginal para a Petrobras” passa a valer a partir de agora.
De acordo com Prates, a nova política de preços vai “seguir as referências de mercado, sem abdicar das vantagens competitivas de ser uma empresa com grande capacidade de produção e estrutura de escoamento e transporte em todo o país”. “Ciente da importância dos nossos produtos para a sociedade brasileira, destaco que a formação de preços da Petrobras busca evitar o repasse da volatilidade conjuntural do mercado internacional e da taxa de câmbio, ao passo que preservamos um ambiente competitivo nos termos da legislação vigente”, disse.
Silveira também declarou que essa nova política, “vai diminuir o impacto na inflação. E vai ajudar o Brasil inclusive a sensibilizar, por exemplo, o Banco Central para que a gente possa diminuir a nossa taxa de juros”.
Nova política de preços da gasolina, diesel e gás de cozinha
“A Petrobras vai se livrar de muitas amarras que a colocavam, muitas vezes, até mal posicionada. Porque a volatilidade era obrigatoriamente cumprida por ela, muitas vezes, de forma a prejudicar o consumidor e a própria empresa. Ganha o governo, mas ganham principalmente as brasileiras e os brasileiros”, acrescentou o ministro de Minas e Energia.
As mudanças também foram recebidas com “esperança” pela Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet). Em nota, a entidade avaliou que, com a nova política de preços, a “Petrobras pode praticar preços inferiores aos paritários de importação (PPI). E obter excelentes resultados empresariais, com a recuperação da sua participação no mercado brasileiro e a maior utilização da sua capacidade instalada de refino”.
Adotada desde outubro de 2016, após o golpe contra a então presidenta Dilma Rousseff (PT), o PPI dolarizou os preços dos combustíveis no Brasil. Mais do que isso, a Petrobras passou a formar os preços dos combustíveis como se fossem 100% importados. Ou seja, considerava custos de transporte e taxas de importação inexistentes. Isso elevou os preços dos combustíveis. O botijão de gás registrou, por exemplo, uma alta de 223,8% no preço final, no período, superior aos 15,5% de aumento nos 13 anos de governo do PT. Os dados constam em estudo da Federação Única dos Petroleiros (FUP) com o Dieese.
“Somente a Petrobras consegue suprir o mercado doméstico de derivados com preços abaixo do paritário de importação. E, ainda assim, obter resultados compatíveis com a indústria internacional e sustentar elevados investimentos que contribuem para o desenvolvimento nacional. A Petrobras deve abastecer o mercado brasileiro aos menores custos possíveis e garantir sua sustentabilidade empresarial, ao assegurar que suas margens operacionais sejam compatíveis com a indústria internacional, com alta capacidade de investimento e resiliente à variação do preço do petróleo”, apontou a Aepet.
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Justiça do Trabalho condena empresa por não adotar nome social de homem trans
ão Paulo – A Justiça do Trabalho em São Paulo condenou a Atento Brasil, conhecida no setor de terceirização, a pagar indenização a título de dano moral a um homem trans que era tratado pelo nome civil em vez do social. Na sentença da 11ª Vara do Trabalho, da zona sul paulistana, o juiz Gustavo Kiyoshi Fujinohara fixou indenização correspondente a 20 vezes o último salário recebido pelo funcionário.
Assim, para o magistrado, “a empresa deixou de garantir um local digno e seguro que respeitasse as particularidades do trabalhador”. No processo, o atendente conta que a Atento se recusou a identificá-lo pelo gênero masculino, “muito embora a alteração do prenome já constasse de sua cédula de identidade”. Já a empresa alegou que o sistema de gestão de pessoas é vinculado ao registro do CPF/PIS do profissional.
Burocracias e dificuldades
O juiz observou que o processo de transição da pessoa transexual “é cercado por burocracias e dificuldades, como a falta de suporte jurídico, financeiro e social”. Nesse sentido, acrescentou, “não é razoável, nem compatível com os ditames previstos na Constituição federal, exigir do indivíduo a alteração nos mais diversos cadastros governamentais para, só então, adotar a sua identidade de gênero na empresa”.
Ele lembrou ainda, que a empresa, ao extinguir o contrato, manteve o nome civil na carta de recomendação. Isso indicaria que a “postura discriminatória e transfóbica” não decorria somente do sistema”. Ao observar que a Atento mantém um programa de diversidade e inclusão, o juiz afirmou que o objetivo proposto não será atingido enquanto “entraves técnicos” forem utilizados como “desculpa para o desrespeito ao que há de mais elementar à pessoa: o seu nome”.
Ele cita dois itens para fundamentar sua decisão: o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e a Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), pela eliminação da violência e do assédio em ambientes profissionais.
Com informações do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2)
Revisão da política de preços da Petrobras era ‘urgente e necessária’, diz instituto de pesquisa em petróleo
Rede Brasil Atual (São Paulo) / Foto: Agência Petrobras | – A Petrobras anunciou hoje o fim da política de Preço de Paridade de Importação (PPI). A estatal instituiu o PPI em outubro de 2016, na esteira do golpe do impeachment contra a então presidenta Dilma Rousseff. De lá para cá, foram seis anos e sete meses em que a maior empresa brasileira deixou de servir aos interesses da sociedade, priorizando o lucro dos acionistas. Nesse período, a Petrobras se transformou numa das maiores pagadoras de dividendos do mundo, enquanto a população teve que arcar com altas exorbitantes nos preços dos combustíveis.
De acordo com o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, a nova política de preços “encerra a subordinação obrigatória ao preço de paridade de importação, mantendo o alinhamento aos preços competitivos por polo de venda, tendo em vista a melhor alternativa acessível ao povo brasileiro”.
Assim, o novo modelo vai considerar a participação da companhia e o preço competitivo em cada mercado e região, a otimização dos ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável, garantindo muito mais eficiência e competitividade.
Conforme o presidente da estatal, agora, a formação de preços vai buscar “evitar o repasse da volatilidade conjuntural do mercado internacional e da taxa de câmbio, ao passo que preservamos um ambiente competitivo nos termos da legislação vigente”.
Ganhos extraordinários
Para o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustiveis (Ineep), a revisão da política de preços da Petrobras era “urgente e necessária”. “Pilar da estratégia de negócios vigentes na Petrobras desde 2016, o preço de paridade de importação (PPI) não só permitiu ganhos extraordinários para os acionistas da companhia nos últimos anos como resultou na explosão dos preços dos combustíveis no mercado nacional, penalizando, sobretudo, os consumidores brasileiros”, afirmou o instituto, em nota.
Do mesmo modo, o Ineep classifica o fim do PPI e a nova política de preços como a “primeira grande marca” da atual gestão da Petrobras. “Os custos de produção e as condições de mercado passarão a ser parâmetros para além do PPI. A companhia passa a não ter obrigação de acompanhar o preço de paridade de importação (PPI) tão de perto. Portanto, o PPI deixa de ser mandatório para seguir apenas como uma das referências a serem consideradas. Não sai de cena, mas muda de papel.
Montanha-russa dos preços
No ano passado, a Petrobras distribuiu R$ 217 bilhões em dividendos. No ano anterior, foram R$ 101,3 bilhões distribuídos aos acionistas. Os lucros exorbitantes decorreram da elevação do preço do petróleo no mercado internacional. Primeiramente, a alta se deu em função da reabertura gradual das economias, após as restrições impostas pela pandemia de covid-19. Já no início do ano passado, os preços explodiram, em função da guerra na Ucrânia e dos embargos dos Estados Unidos e aliados europeus à indústria de petróleo russa.
Assim, conforme cálculos do Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese/subseção FUP), com base em dados da Petrobras, desde a vigência do PPI até agora, o preço do botijão de gás de cozinha de 13 quilos (GLP), na refinaria (produto mais demandado pela população de baixa renda), variou 223,8%, registrando 34 altas e 14 baixas. Enquanto isso, o barril do petróleo (em R$) subiu 61,9% no período e a inflação medida pelo IPCA/IBGE acumulou 36,6%. No mesmo período, a gasolina variou 112,7%, e o diesel, 121,5%, segundo cálculos do Dieese/subseção FUP.
Pressão no BC
Para o economista Rubens Sawaya, professor do Departamento de Economia e da Pós-graduação em Economia Política da PUC-SP, a nova política de preços da Petrobras é “muito bem-vinda”. Isso porque, segundo ele, a alta da inflação nos últimos anos esteve quase que exclusivamente relacionada ao PPI, que repassava as variações do preço do petróleo no mercado internacional. Não houve, nem há agora, aumento dos preços por conta da ampliação de demanda do mercado interno.
“Tirar essa pressão dos preços dos combustíveis é muito bem-vinda, inclusive para pressionar o BC a baixar as taxas de juros. Porque não há nenhum motivo para manter essas taxas de juros enormes. Já não havia antes, porque essa inflação não tem nada a ver com demanda. Agora, mais ainda, porque os preços dos combustíveis vão cair”, afirmou Sawaya, em entrevista à jornalista Talita Galli, no programa Bom para Todos, da TVT.
Nesse sentido, o economista também afirmou que a farra dos dividendos em consequência do PPI foi como se a Petrobras “tivesse sido roubada”. “Nenhuma empresa privada distribui o volume de dividendos que a Petrobras distribuiu, se descapitalizando e tirando dinheiro dos seus investimentos necessários”.
Por outro lado, chamou a atenção a reação do mercado à nova política anunciada pela Petrobras. Ao contrário do imaginado, as ações preferenciais da Petrobras fecharam em alta de 2,73%. De acordo com o economista, essa reação mostra que não há ligação direta entre a política de preços da companhia e o valor das ações. Outras variáveis, como a sua capacidade de investimentos – que garantem a viabilidade da empresa no longo prazo – também são levadas em conta pelos agentes do mercado.
Preços em queda
Juntamente com a nova política, a Petrobras também anunciou hoje expressiva redução nos preços dos combustíveis. Apesar de a empresa não atuar mais no mercado de distribuição, após a privatização da BR Distribuidora, em 2019, o economista Rubens Sawaya acredita que “quase com certeza” as quedas dos combustíveis nas refinarias vão chegar aos consumidores finais.
Nesse sentido, o ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) vai fiscalizar se as distribuidoras e os postos vão repassar as reduções que a Petrobras anunciou.
Já o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou que a redução dos preços dos combustíveis têm “efeito extraordinário” na vida dos mais pobres. Ele citou aqueles que têm motocicletas ou tratores, que serão beneficiados com as queda nos preços da gasolina e do diesel. Do mesmo modo, a redução do preço do gás beneficia as donas de casa. Nesse sentido, ele também aposta na redução dos preços dos alimentos, em função da nova política de preços da Petrobras. “O governo do presidente Lula tem o compromisso de contribuir para que o Brasil possa ter preços adequados à nossa realidade”, afirmou.
VIBRA | Cancelamento da reunião dos aposentados de maio
O SITRAMICO-RJ informa que precisaremos cancelar a reunião dos aposentados VIBRA, prevista para o dia 17/05. Na data, teremos alguns compromissos que necessitam do jurídico o que inviabilizaria a reunião.
Além disso, lembramos que faremos um perguntas e respostas com Norton Almeida, Conselheiro da Petros. Você pode cadastrar a sua pergunta aqui:
Nossa próxima reunião está prevista para o dia 21/06. Fiquem ligados!
VIBRA | Tire suas dúvidas sobre a Petros
O SITRAMICO-RJ planeja um diálogo com o Conselheiro da Petros, Norton Almeida, para tirar dúvidas dos trabalhadores em relação ao Plano. Norton foi Técnico de Manutenção na BR entre 2004 e 2021, formado em Engenharia Eletrônica. Desde 2015 é parte do Conselho da Petros.
Encaminhe as suas dúvidas por aqui:
Em breve divulgaremos mais detalhes sobre a live. Fiquem atentos!




