O SITRAMICO-RJ informa que a reunião dos aposentados VIBRA, prevista para  o dia 21/9, precisará ser cancelada por conta da intensa agenda de negociações coletivas do Sindicato neste período. Nossa reunião do mês de outubro, prevista para o dia 19/10 está mantida. 

Assuntos em andamento:

Petros: O Sitramico-RJ encaminhou um novo ofício à Petros  reiterando o  ofício com solicitação do agendamento de reunião sobre assuntos de interesse dos participantes e beneficiários da Petros, conforme ofício, em anexo, protocolado na recepção da Petros em 1º/08/2022.

Os Sindicatos reforçaram ainda a importância da presença dos Conselheiros eleitos pelos trabalhadores na ocasião. Para este encontro, esperamos debater:

1)    Migração para o FlexPrev;

2)    Margem consignável para descontos do plano de saúde em empréstimos, bem como sua forma de cobrança;

3)    Renegociação dos empréstimos;

4) Reajustes (passados, o atual e futuros) aplicados pela empresa para não repactuados

Cobramos proposta de agenda para entendimento dos pleitos apresentados por trabalhadores, aposentados e pensionistas.

Plano de Saúde: No dia 30/08, o CNU – Comando Nacional Unificado encaminhou um ofício no qual reitera as reclamações sobre o Plano de Saúde na VIBRA pontuadas em reunião com a empresa. O comunicado segue a reunião ocorrida no dia 19/08 sobre o assunto e lista uma série de reclamações em torno da operadora atual, a Bradesco Saúde. Entre os temas destacados estão:

1. Comunicação:

Site do Sharepoint apresenta erro no cadastro e idosos não tem a quem recorrer para tirar dúvidas;

Despesas para controle do orçamento sem atualização;

Problemas na acessibilidade.

2. Carteira física: Pela falta da carteirinha muitos idosos têm tido o atendimento recusado. Muitos referenciados não aceitam carteira digital do aplicativo e acabaram tendo que pagar a consulta.

3. Desconto do Plano:

Além da falta de discriminação sobre o valor cobrado, também há a apresentação de valores iguais sem detalhamento no boleto. Isso dificulta a identificação se houve duplicidade.

Foi enviado boleto no mês de julho por engano e depois pedido para desconsiderar, porém quem pagou antes do aviso foi orientado a entrar no site para solicitar reembolso. Como o erro foi da empresa, solicitamos a correção automática dos valores;

Tabelas GR e PR (classe de renda) acessível aos usuários para consulta, para saberem seu percentual de participação.

4. Benefícios: As especificações dos serviços que constam no Contrato de prestação de serviços assinado com a empresa Bradesco devem ser transparentes aos co-participantes.

O CNU ressalta a necessidade de debater as temáticas e buscar a melhor solução para os trabalhadores. Acompanhem nossos próximos informes com os desdobramentos.

 

A suspensão do piso salarial da categoria pelo STF levou profissionais da Enfermagem a organizar protestos em todo o país nesta sexta-feira, dia nacional de mobilização

Fonte: Rede Brasil Atual (São Paulo) – A suspensão do piso salarial da enfermagem pelo Supremo Tribunal Federal (STF) levou trabalhadores do setor a protestar em diversas partes do país nesta sexta-feira (9), dia nacional de mobilização convocado por sindicatos e centrais. O objetivo é pressionar os ministros do STF, que também hoje começaram a julgar ação movida pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos de Serviços (CNSaúde), que alegam incapacidade financeira e se recusam a cumprir sua parte pela dignidade das condições de trabalho da categoria. No último domingo (4), o ministro Luís Roberto Barroso concedeu liminar favorável ao sindicato patronal.

Pela manhã, no início do julgamento virtual, Barroso, que é o relator, votou pela suspensão do piso de enfermagem. Para ele, é “preciso atentar aos eventuais impactos negativos da adoção dos pisos salariais impugnados” em relação à qualidade dos serviços de saúde e no orçamento de municípios e estados. Na terça-feira (6), Barroso se encontrou com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que disse que a efetivação do piso nacional é “prioridade absoluta”. E que, por isso, pode convocar sessão extraordinária para aprovar fontes de financiamento antes das eleições de outubro.

A pressão é grande para que os demais ministros do STF derrubem a liminar e restabeleçam o piso salarial, que já estava em vigor. A situação dos profissionais da Enfermagem, inclusive, tem sido usada para fazer jogo eleitoral. É o caso do candidato à reeleição Jair Bolsonaro, conforme denunciou o senador Fabiano Contarato (PT-ES).

Intransigentes  

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS/CUT) manifestou contrariedade e indignação com a medida. Isso porque todo o processo de implementação da lei foi discutido com todos os setores, inclusive com apresentação de estudos sobre o seu impacto financeiro. Para a entidade, a atitude reitera a postura intransigente das entidades patronais de não querer cumprir a lei e mais uma vez prejudicar e não valorizar a categoria da enfermagem. 

O Fórum Nacional da Enfermagem já pediu audiências com Rodrigo Pacheco e também com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O objetivo é discutir a definição urgente das fontes de recursos para cumprimento da lei. O Fórum também solicitou, por meio da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), uma audiência com o ministro Barroso. 

Confira vídeos e imagens de atos pelo piso da Enfermagem

São Paulo – A 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), em São Paulo, manteve decisão de primeira instância pela reintegração de uma trabalhadora com quadro de depressão que havia sido demitida. Assim, além de anular a dispensa, determinou pagamento de salários e verbas e também de indenização, por danos morais, no valor de R$ 8 mil.

De acordo com a Justiça do Trabalho, a dispensa foi considerada discriminatória. Com atestado médico, a funcionária se afastou do trabalho, em 2019, de 10 a 18 e janeiro e de 2 a 16 de fevereiro. Foi demitida no dia seguinte ao retorno (17). “Segundo laudo médico pericial, tal fato agravou o quadro de depressão da profissional. Foi constatado também que o trabalho atuou como causa para a piora do quadro de saúde dela, que operava como caixa emitindo passagens em uma empresa de transporte turístico”, informa o TRT.

A perícia constatou ainda que a trabalhadora apresentou incapacidade temporária para exercer suas atividades profissionais. Também apresentava ideias suicidas. Assim, houve indicação para tratamento psicoterápico e com medicamentos.

“No mais, do depoimento da testemunha da autora se extrai que a reclamante era submetida a extensas jornadas de trabalho, eis que a referida testemunha afirmou que nunca viu a obreira usufruindo férias e feriados”, afirmou a relatora do processo, desembargadora Sonia Maria Forster do Amaral.

A empregadora alegou que não tinha ciência da situação da funcionária e disse que a medida ocorreu por redução do quadro. Mas a preposta da empresa admitiu ter conhecimento do quadro de depressão da trabalhadora.

O setor privado é apontado como o grande responsável pelos crimes que ocorrem, sobretudo, nos ramos da construção civil e da agricultura em quase todos os países do mundo

 

Levantamento da OIT divulgado nesta segunda (12), com dados de todos os continentes, mostra uma explosão do trabalho análogo à escravidão nos últimos cinco anos, principalmente entre 2020 e 2021

Fonte: Rede Brasil Atual (São Paulo) – Levantamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgado nesta segunda-feira (12), estima que ao menos 50 milhões de pessoas são vítimas de condições de trabalho análogas à escravidão no mundo. O problema afeta todos os continentes, segundo a entidade, e explodiu nos últimos cinco anos, principalmente com a pandemia de covid-19 entre 2020 e 2021. As informações são do correspondente internacional Jamil Chade, colunista do portal UOL

A partir de 2016, mais 10 milhões de pessoas passaram a ser vítimas do trabalho escravo. A avaliação da OIT é de que a crise sanitária aprofundou a exploração. Até o ano passado, 28 milhões de pessoas estavam em situação de trabalho forçado. A entidade também estima que 3,3 milhões de crianças também sejam exploradas, inclusive sexualmente. Elas são uma em cada oito pessoas vítimas de trabalho forçado. 

Situação não melhora

O levantamento da OIT indica que a “escravidão moderna” ocorre em quase todos os países do mundo, inclusive nos de renda média-alta. E tem entre as mais vulneráveis mulheres e crianças. O setor privado é apontado como o grande responsável pelos crimes, mas 14% dos casos também são relacionados a setores do estado. Além disso, a construção civil e a agricultura são responsáveis por grande parte dos casos de trabalho análogo à escravidão.

Em todos os continentes, a entidade também identificou que os imigrantes estão entre as populações mais afetadas pela realidade do trabalho forçado. Eles têm três vezes mais chance de serem vítimas do que outros segmentos. Diante dos dados, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, afirmou ser “chocante ver que a situação da escravidão moderna não esteja melhorando”. “Nada justifica isso”, destacou. 

Com 500 resgatados neste ano, número de vítimas do trabalho escravo supera 58 mil

Vítimas de casamentos forçados

A reportagem também revela que um dos fenômenos que mais preocupa a OIT é o aumento dos casamentos forçados. No ano passado, 22 milhões de pessoas estavam nessa situação. O total indica um aumento de 6,6 milhões de vítimas de casamentos forçados, entre 2016 e 2021. 

O número, no entanto, segundo a própria entidade, é subestimado. A avaliação é que o problema seja ainda maior. A Ásia responde por 65% dos casos. A situação também é alarmante nos países árabes, onde quase cinco pessoas de cada mil são vítimas de casamentos forçados, e nas Américas. Ao todo, 5 milhões de pessoas são vítimas no continente, das quais 3,3 milhões em trabalhos forçados e o restante em casa. 

Segunda, 05 Setembro 2022 12:20

GLP | Faltou gás na proposta das empresas

Nos dias 1 e 2 de setembro, o SITRAMICO-RJ e demais sindicatos que compõem o CTRM - Comando dos Trabalhadores Rodoviários e de Minérios reuniram-se com o Sindigás, entidade representante das empresas, para a primeira rodada de negociações deste ano. Apesar de apresentar uma proposta de reajustes logo no primeiro dia de reunião, as empresas apresentaram uma pauta-bomba e insistiram em indicadores rebaixados que penalizam ainda mais os trabalhadores do segmento de distribuição de GLP.

Para negar o pleito das bases, as companhias apelaram para Crise de 2008, Guerra na Ucrânia e até mesmo o aumento do consumo de lenha no Brasil. As empresas admitem que não houve prejuízo, mas usam todo e qualquer assunto para tentar explicar a proposta. Veja abaixo os índices apresentados na primeira rodada:

  • Reajuste Salarial: 7,5%
  • Vale-refeição: 8%
  • Cesta-básica: 8%
  • Demais benefícios: 7,5%
  • Retirada do Abono COVID.
  • PLR: 170%

Como de praxe, o patronal apresentou uma pauta-bomba antes do início da rodada. As empresas buscaram a alteração de seis itens. Dos seis itens apresentados, após intensos debates, o patronal manteve na pauta a proposta de alteração no regramento da remuneração dos trabalhadores e, ainda, no custeio da assistência médica. Os sindicatos criticaram o esforço das empresas em retirar direitos históricos principalmente tendo em vista a resistência e a dedicação dos trabalhadores durante a pandemia de COVID-19. Como contraproposta os Sindicatos deixaram os seguintes indicadores:

  • Reajuste Salarial: 11%
  • Vale-refeição: 11%
  • Cesta-básica: 11%
  • Demais benefícios: 11%
  • Manutenção do abono COVID.
  • PLR: 240%

Como não houve acordo entre as partes, uma nova rodada foi agendada para o dia 15/9. Precisamos de todos mobilizados e atentos aos comunicados do Sindicato!

 

Nos dias 1 e 2 de setembro, o SITRAMICO-RJ e demais sindicatos que compõem o CTRM - Comando dos Trabalhadores Rodoviários e de Minérios reúnem-se com as empresas de GLP para a primeira rodada de negociações salariais 2022/2023.

No encontro serão debatidos itens listados na pauta de reivindicações aprovadas pelos trabalhadores no dia 14/07 e divulgadas na edição Julho/Agosto do jornal “O Petróleo”.

Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Exploração

Fonte: Rede Brasil Atual (São Paulo) – Estudos sobre o trabalho em plataformas mostram “a existência de fatores de riscos psicossociais do trabalho (RPS) adoecedores”, afirma em artigo a pesquisadora ergonomista Thaís Helena de Carvalho Barreira, da Fundacentro. Isso exige “atenção pública” no que diz respeito a direitos sociais e trabalhistas, diz ainda a doutora em Ciências Políticas pela University of Massachusets-Lowell, dos Estados Unidos. O texto foi publicado no site da Fundacentro.

Logo no início, a autora expõe as dificuldades, inclusive, de situar a atividade no contexto do mercado de trabalho. “A atividade laboral realizada em empresas-plataforma (Uber, IFood etc.) caracteriza-se como aquele realizado em configurações de trabalho atípicas, em que não há relações laborais claramente estabelecidas e o trabalhador se vê, na maior parte das vezes, sozinho, sem interlocução para questões trabalhistas básicas, como com quem negociar sua remuneração, suas condições de trabalho, sua jornada, seu dia de folga ou como resolver conflitos, dada a pouca autonomia.”

 

Ela lembra ainda que, no trabalho em plataformas, “a gestão é padronizada por algoritmos, e realizada por Inteligência Artificial (IA), sem interlocução humana e humanizada”. Dessa forma, o trabalhador “fica submetido a condições organizacionais prescritas rigidamente que, além de reduzirem a margem de manobra nas situações conflituosas e de dificuldades que requerem criatividade para traçar estratégias de resolução dos problemas, podem provocar ‘pane’ no entregador”. Além disso, ele tem de conviver com “regras ameaçadoras”.

Sem planejamento, com punição

A pesquisadora aborda essa política de punições. “Entregadores, nas redes sociais, relatam que após dias parados, por doença, pausa de descanso e tempo social com a família e amigos, percebem que o aplicativo demora mais para chamá-los para novas entregas. São punidos por horas e dias até voltarem a ser chamados, mas não têm com quem conversar para justificar o tempo afastado do trabalho. Não existe interlocução da gestão com os trabalhadores para planejamento conjunto de agendas individuais”, observa Thaís.

 

Além disso, a avaliação dos clientes é “muito incerta”, acrescenta. Nessa “relação algorítmica do serviço”, como diz, a pontuação nem sempre “reconhece o esforço humano, o sorriso no rosto do trabalhador e que este não tem autonomia sobre a qualidade do artigo entregue”.

Assim, diante de um trabalho com remuneração variável e incerteza na distribuição de chamadas, muitas vezes o entregador precisa esticar sua jornada, o que também não garante um resultado melhor. E traz outras consequências negativas. “Essa dedicação temporal, por vezes, dificulta que o trabalhador estabeleça um equilíbrio entre o tempo de vida fora do trabalho – em casa, com a família e de descanso – e o tempo disponível para o trabalho na rua.”

Leia mais em Rede Brasil Atual:

Tratamento diferenciado entre trabalhadores gera uma série de denuncias sobre o Plano Assim

O SITRAMICO-RJ informa que tem recebido várias denúncias de trabalhadores desde a mudança ocorrida no Plano de Saúde da Nacional Gás Butano. O aumento da sinistralidade resultou na substituição da Unimed, que historicamente sempre atendeu bem a categoria para a Assim. A alteração foi realizada no dia 1/7 deste ano e tem gerado diversas reclamações.

De acordo com os relatos dos trabalhadores, a abrangência do novo plano é inferior, e, em muitos casos, apesar de clínicas e hospitais constarem na relação de atendimentos, muitos foram surpreendidos com a informação de que o convênio não estava disponível.

Os maiores prejudicados foram os trabalhadores de Duque de Caxias, que foram alocados no plano Assim Max, com a menor abrangência dentre os planos contratados pela empresa, mas mantendo o preço de manutenção daqueles oferecidos em outros municípios, como Magé, Nova Iguaçu e São João e etc.

A Diretoria do SITRAMICO-RJ denuncia o tratamento diferenciado e o grande prejuízo sofrido pelos trabalhadores de Duque de Caxias na substituição do plano, já que muitos deixaram de ser assistidos e outros sequer recebem respostas da nova operadora de saúde sobre casos de extrema urgência.

Caso você tenha alguma denúncia nos encaminhe via Whatsapp +552132312700 ou via e-mail pelo Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. .

Fiquem atentos aos nossos informes! Em breve teremos mais notícias!

A Diretoria

Lucros do sistema financeiro cresceram 49% em relação a 2020, de acordo com informações divulgadas nesta terça pelo Banco Central

Por Redação RBA

Publicado 09/08/2022 - 15h22

Leonardo Sá / Ag. Senado

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BC divulgou relatório hoje sobre a rentabilidade do setor financeiro em 2021

Fonte: Rede  Brasil Atual (São Paulo) – De acordo com relatório divulgado nesta terça-feira (9) pelo Banco Central, o lucro dos bancos em 2021 no Brasil atingiu recorde de R$ 132 bilhões, nível mais alto da série histórica iniciada em 1994. O valor é 49% maior do que em 2020.

De acordo com o Banco Central, o crescimento da taxa de juros e a redução das despesas com provisões (recursos que ficam apartados para fazer frente a eventuais perdas), além de ganhos de eficiência, explicam essa alta dos resultados.

“A rentabilidade do sistema deve se manter resiliente, mas os lucros tendem a crescer em ritmo mais lento. O cenário para 2022 é de atividade econômica mais fraca, menor crescimento do crédito, normalização da inadimplência de custo de captação e operacional mais altos”, avaliou o BC no documento chamado Relatório de Estabilidade Financeira do primeiro semestre desta ano.

A rentabilidade das instituições financeiras se recuperou no ano passado, após redução de lucros registrada em 2020 com a pandemia da Covid-19, e o saldo positivo dos bancos bateu recorde em 2021.

Segundo o BC, o chamado retorno sobre o patrimônio líquido do sistema bancário nacional alcançou 15,1% em dezembro do ano passado, contra 11,5% no fechamento de 2020 (quando caiu por conta dos efeitos da pandemia).

Em meados do ano passado, a rentabilidade dos bancos já havia retornado ao patamar pré-pandemia.

Leia também: Após alta de 203% no governo Bolsonaro, preço do diesel cai R$ 0,20

O aumento da rentabilidade dos bancos foi registrado em um ano de crescimento dos empréstimos bancários e de alta na taxa básica de juros pelo Banco Central, na tentativa de conter as pressões inflacionárias. A taxa Selic avançou de 2% ao ano, em janeiro de 2021, para 9,25% ao ano no fechamento do ano passado.

O juro bancário médio de pessoas física e empresas, por sua vez, registrou em 2021 a maior alta em 6 anos, ao atingir 33,9% ao ano. Essa taxa não considera os setores habitacional, rural e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


Com informações do G1

Homicídio é o crime mais frequente contra gays e travestis, aponta relatório lançado pelo Conselho Nacional de Justiça sobre violência de gênero

Gil Ferreira/Agência CNJ

LGBT-CNJ

Relatório analisou processos classificados como crimes motivados por LGBTfobia

São Paulo – Pesquisa lançada nesta terça-feira (9) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) constata que a possibilidade de morrer de forma violenta é uma preocupante realidade para boa parte da população LGBTQIA+. O relatório mostra em que proporção são cometidos os vários crimes de que essas pessoas são diariamente vítimas no país. A lista destaca injúria, ameaça, lesão corporal e homicídio.

No período abordado pelo estudo Discriminação e Violência contra a População LGBTQIA+, entre os vários crimes cometidos contra os travestis, 80% deles foram homicídios. O mesmo crime é o que mais assola homens gays, com com 42,5% das ocorrências.

Nos crimes de lesão corporal, gays estão em 39,1% dos relatos e 28,6% nos de injúria. Lésbicas sofreram mais crimes de lesão corporal (36%). Contra mulheres trans, os crimes de ameaça foram os mais comuns (42,9%).

“Apagamento”

Os pesquisadores analisaram 102 processos classificados como crimes motivados por LGBTfobia. Outros 131 casos foram utilizados como subsídio analítico, já que a motivação do crime não teria sido a LGBTfobia. Para completar o estudo, foram entrevistadas 52 pessoas operadores de Justiça, além de 33 vítimas de violências LGBTfóbicas, considerados pelo grupo de trabalho “atores-chave”.

Clique para saber o significado da sigla LGBTQIA+

Porém, o relatório ressalta a dificuldade do acesso a dados sobre o tema. “Não há assunto processual específico para LGBTfobia”, afirma a publicação. “Elementos de LGBTfobia não necessariamente são nomeados como tal”, completa. Os analisas observaram, ainda, “falta de homogeneidade” no modo como são narrados os casos de LGBTfobia, o que contribui para o “apagamento” desses processos.

Responsabilização

Entre as vítimas de homicídio por LGBTfobia apontadas pelo estudo, 57,6% eram homens gays, 15,2% eram lésbicas e 12,1% travestis

Segundo o estudo, houve condenação da parte acusada em 70% dos processos que tiveram sentença. Nos casos de absolvição, considerou-se falta de provas suficientes em 46,7% dos processos. Os pesquisadores ressaltam, nesse universo, a dificuldade na produção de provas, já que muitas vezes se trata apenas da palavra da vítima ou das provas testemunhais por parte de familiares e conhecidos.

Procedimento

Também hoje, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou formulário de ocorrência de emergências para proteção e enfrentamento da violência contra a população LGBTQIA+. O chamado Formulário Rogéria – em homenagem à atriz, falecida em 2017 –, será aplicado em delegacias, pela Defensoria Pública, por equipes psicossociais dos tribunais de Justiça e nos serviços de assistência social de proteção a vítimas de violência.

A medida foi elaborada por um grupo de trabalho específico para levantar informações e aprimorar as respostas institucionais aos crimes.

Durante o evento de lançamento, o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luiz Fux, afirmou que a dignidade da pessoa humana está no centro do ordenamento jurídico brasileiro e deve receber atenção dos magistrados. “Em que pese a homofobia e a transfobia serem considerados crimes desde 2019 no Brasil, a violência infelizmente continua contra essa população”, disse Fux.

Da cerimônia de lançamento com o presidente do CNJ, ministro Luiz Fux, e A cantora Daniela Mercury, que participou ativamente da elaboração do projeto, também participou do evento de lançamento da pesquisa.

Com Carta Capital e Agência Brasil