Vazamento expõe bilhões de senhas do Google, Apple e meta, diz site
Fonte: CNN - Especialistas identificaram um vazamento de dados que pode ter atingido mais de 16 bilhões de senhas em aplicativos da Apple, Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp) e Google, informou a revista Forbes. De acordo com a publicação, a ação foi descoberta em uma investigação que ocorre desde o começo deste ano pela Cybernews, um órgão independente que pesquisa ações de hackers.
Foram identificados "30 conjuntos de dados expostos contendo de dezenas de milhões a mais de 3,5 bilhões de registros cada um", que, no total, ultrapassariam a marca de 16 bilhões de dados vazados, afirmou Vilius Petkauskas, pesquisador da Cybernews, à Forbes.
A Cybernews afirma que, embora seja difícil saber a origem dos vazamentos ou exatamente quais os pacotes que compõem os dados, é bastante improvável que as informações tenham sido extraídas das próprias empresas - neste caso, a probabilidade é de que os dados tenham sido obtidos dos próprios usuários.
Procurada, a Apple afirmou ao Estadão que não vai comentar o caso. A reportagem entrou em contato com a Meta e o Google, que não haviam dado uma resposta até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.
A Cybernews, que publica seus achados em um site, afirmou ainda que os dados ficaram expostos apenas por um pequeno período de tempo e que, por isso, não foi possível identificar quem ou qual grupo hacker estaria por trás do vazamento.
As informações podem ter sido obtidas, provavelmente, a partir de ações de phishing, que são links que enganam o usuário para ter acesso a essas informações, instalações de malwares, uma espécie de programa de roubo de dados de celulares e computadores, e invasões de ransomware, que atua como um sequestrador de informações.
Para se prevenir de vazamentos de dados desse tipo - que ainda não foi confirmado pelas big techs -, os especialistas recomendam a troca de senhas de contas ligadas aos aplicativos supostamente atingidos, optando sempre por combinações únicas que não são usadas pelo usuário em outras plataformas. Além disso, é recomendado utilizar a autenticação em duas etapas sempre que possível.
Outra dica é a de manter os sistemas operacionais atualizados, sejam eles em smartphones (iOS e Android) ou mesmo em notebooks e computadores pessoais. Essas atualizações geralmente vêm com pacotes de segurança, o que pode ajudar a evitar mais problemas.
Com o avanço das tecnologias de rastreamento digital, proteger dados pessoais na internet se tornou uma tarefa mais complexa. Embora ferramentas de privacidade estejam cada vez mais acessíveis, muitos usuários ainda não sabem como identificar práticas abusivas nem como configurar seus dispositivos para limitar a coleta de informações.
O ambiente online está repleto de práticas que visam coletar, armazenar e compartilhar dados pessoais com fins comerciais, muitas vezes sem o consentimento real do usuário. Diante desse cenário, entender como funcionam os principais mecanismos de rastreamento e conhecer as ferramentas disponíveis para se defender tornou-se essencial.
Privacidade
O primeiro passo para o usuário saber se seus dados estão sendo coletados por aplicativos é ler os termos de uso e políticas de privacidade. "O usuário consegue encontrar quais dados são coletados e quais são compartilhados com instituições terceiras", diz Guilherme Tafelli, head de produtos da Portão 3 (P3), fintech especializada na gestão de pagamentos corporativos.
Para Jaime Taboada, CEO da Divibank, o desafio é maior este ano. "Muitas permissões são solicitadas de forma opaca e frequentemente aceitas sem reflexão", alerta. Ele recomenda verificar manualmente, nas configurações do Android ou iOS, quais apps têm acesso à câmera, microfone, localização e contatos. "Um ponto essencial é avaliar se essas permissões fazem sentido em relação à função do aplicativo. Por exemplo, se um jogo casual solicita acesso à sua câmera ou microfone, isso pode ser um forte indicativo de coleta de dados indevida", explica.
Ferramentas como Exodus Privacy e AppCensus ajudam a identificar rastreadores e SDKs de publicidade (kits usados por desenvolvedores para adicionar funções a apps, como login ou anúncios). O CEO ainda sugere monitorar o tráfego de rede com apps como GlassWire e ficar atento ao consumo anormal de dados e bateria, possíveis sinais de coleta em segundo plano.
Ao buscar mais privacidade durante a navegação, ainda segundo os especialistas, a escolha do navegador é decisiva. "Brave, Tor Browser e Firefox", segundo Tafelli, da P3, são as melhores opções para quem deseja reduzir o rastreamento online.
Taboada tem a mesma opinião. "Com o crescimento do rastreamento online em 2025, os navegadores com foco em privacidade se tornaram ferramentas essenciais", afirma.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Petros confirma reajuste nos benefícios de aposentados da Vibra, com retroativo a janeiro
A Petros informou que recebeu, no dia 30 de maio, o comunicado oficial da Vibra Energia sobre a aplicação do reajuste salarial garantido pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2025.
A decisão impacta diretamente os assistidos do Plano Petros do Sistema Petrobras-Não Repactuados (PPSP-NR) vinculados à Vibra. Os benefícios serão atualizados conforme os critérios estabelecidos na CCT, respeitando o regulamento do plano.
Veja como fica o reajuste:
• Para salários de até R$ 11.917,00 (teto da CCT): reajuste de 4,77%
• Para valores acima de R$ 11.917,00: sem reajuste
Neste ano, a Vibra optou por seguir à risca os parâmetros definidos no acordo coletivo, sem conceder reajustes complementares além do que está previsto na CCT.
A convenção tem vigência a partir de 1º de janeiro de 2025, e por isso, o reajuste será aplicado de forma retroativa, com o pagamento sendo feito na folha de junho.
Um teto que pressiona trabalhadores da ativa e aposentados
A aplicação do reajuste nos benefícios e salários é uma conquista garantida pela Convenção Coletiva, fruto da mobilização dos sindicatos. No entanto, vale lembrar que, durante as negociações deste ano, os representantes dos trabalhadores enfrentaram forte resistência por parte das empresas distribuidoras, organizadas no SINDICOM, que insistiram na imposição de um teto para salários e benefícios.
Mesmo com a manutenção do reajuste para quem ganha até R$ 11.917,00, a exclusão dos que recebem acima desse valor reforça a crítica ao modelo limitado defendido pelas empresas, que aprofunda desigualdades e desconsidera a valorização de quem dedicou décadas ao setor.
Os sindicatos seguem atentos e mobilizados para reverter esse teto nas próximas campanhas salariais, exigindo tratamento justo e igualitário para todos os trabalhadores e trabalhadoras, ativos e aposentados. Essa é uma luta árdua que depende da mobilização de todos!
Começa segunda fase de pagamento especial do saque-aniversário do FGTS
Cerca de 8,1 milhões de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e foram demitidos sem justa causa de janeiro de 2020 até o fim de fevereiro deste ano começam a receber, nesta terça-feira (17) o saldo acima de R$ 3 mil dos depósitos dos antigos empregadores. Ao todo, a Caixa Econômica Federal liberará R$ 6,4 bilhões nesta rodada.
Leia em TVT News.
Recebem nesta terça os trabalhadores nascidos em janeiro, fevereiro, março e abril e quem vinculou a conta bancária ao aplicativo FGTS, da Caixa Econômica Federal. Nesta etapa, os trabalhadores com saldo retido maior que R$ 3 mil recebem a diferença entre esse valor e o restante dos depósitos retidos até 1º de junho.
A Caixa esclareceu que, na nova rodada de saque, será paga a remuneração dos valores de março, abril e maio. O FGTS é corrigido pela Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano.
O pagamento será feito na conta cadastrada no aplicativo FGTS até 28 de maio, que corresponde a 85% do público-alvo. Quem cadastrou depois precisará ir a uma agência da Caixa, a uma casa lotérica ou a um terminal de atendimento eletrônico do banco.
Primeira etapa
A primeira etapa, com o pagamento de saldos até R$ 3 mil, ocorreu em março. Segundo o balanço mais recente da primeira fase, até 28 de maio, 10,1 milhões de trabalhadores tinham sacado R$ 5,3 bilhões, de um total de 12,2 milhões de pessoas com direito a receber.
O trabalhador que teve o saque oferecido nas agências na primeira fase até 27 de junho para retirar o dinheiro. Após esse prazo, voltam a valer as regras tradicionais do saque-aniversário.
O dinheiro de trabalhadores demitidos de 2020 a fevereiro deste ano estava bloqueado para quem optou por essa modalidade de saque, mas foi liberado por uma medida provisória (MP) no fim de fevereiro. O governo esclareceu que a MP é excepcional e retroativa, não beneficiando os futuros demitidos.
Os trabalhadores dispensados sem justa causa a partir de março e que optaram pelo saque-aniversário continuarão a ter o saldo retido, recebendo apenas a multa rescisória de 40%. As demais regras do saque-aniversário não foram alteradas.
Dos 12,2 milhões de trabalhadores beneficiados nas duas etapas, apenas 2,5 milhões vão ter direito ao saldo integral dos depósitos feitos pelos antigos empregadores no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os 9,6 milhões restantes terão descontada a antecipação do saque-aniversário, tipo de empréstimo oferecido por instituições financeiras.
Calendário
>>Valores até R$ 3 mil
• 6 de março: nascidos em janeiro, fevereiro, março e abril e quem vinculou a conta bancária ao aplicativo FGTS;
• 7 de março: nascidos em maio, junho, julho e agosto;
• 10 de março: nascidos em setembro, outubro, novembro e dezembro.
>>Valores acima de R$ 3 mil
• Diferença entre os R$ 3 mil sacados em março e o restante do saldo bloqueado;
• 17 de junho: nascidos janeiro, fevereiro, março e abril e nascidos em janeiro, fevereiro, março e abril e quem vinculou a conta bancária ao aplicativo FGTS;
• 18 de junho: nascidos em maio, junho, julho e agosto;
• 20 de junho: nascidos em setembro, outubro, novembro e dezembro.
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
Projeto que altera regime de partilha do pré-sal é retrocesso
FUP (via rede TVT) A Federação Única dos Petroleiros (FUP) é contra o Projeto de Lei (PL) nº 3.178/2019, que permite a adoção do regime de concessão para blocos do pré-sal e extingue o direito de preferência da Petrobras nos leilões de petróleo sob o modelo de partilha de produção em áreas estratégicas. O PL, aprovado nesta terça-feira (10) na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado federal, seguirá para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa. A FUP espera que a proposta seja barrada ou mudada na CAE.
Para a FUP, o PL tem impactos negativos sobre a política energética nacional, a arrecadação pública, o papel da Petrobras e a soberania do país sobre suas riquezas naturais.
“Ao alterar o regime de partilha de produção do pré-sal, o projeto enfraquece a Petrobras e implica menor participação do Estado em um recurso estratégico para a soberania energética e para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país”, afirma o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.
A proposta transfere ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a decisão sobre qual regime será adotado em cada bloco, sem estabelecer critérios claros ou parâmetros técnicos vinculantes. Isso fragiliza a transparência e abre margem para a captura da política energética por interesses privados ou estrangeiros, em detrimento do interesse nacional.
Bacelar destaca que o regime de partilha é uma ferramenta de política industrial e tecnológica, que garante à empresa estatal sua presença estratégica em projetos sensíveis, mantendo o Brasil como protagonista no desenvolvimento de tecnologias de ponta e na proteção de seu patrimônio energético.
O modelo de partilha permite que a União participe proporcionalmente da produção e da valorização futura do petróleo, com impacto direto sobre o Fundo Social, gerado com esses recursos, e que financia educação, saúde e políticas públicas estruturantes.
Além disso, o modelo da partilha, instituído pela Lei nº 12.351/2010, permite maior exigência de conteúdo nacional na cadeia produtiva do petróleo, promovendo a reindustrialização e a geração de empregos qualificados no Brasil. A substituição pelo regime de concessão reduz essa capacidade, ao favorecer empresas transnacionais que operam com cadeias globais de fornecimento, prejudicando a indústria nacional.
A FUP entende que o regime de partilha é o mecanismo adequado para a exploração do pré-sal, conferindo à União maior controle sobre a produção e apropriação direta da renda petrolífera. A flexibilização proposta compromete a coerência e a previsibilidade do marco legal, gerando instabilidade regulatória em um setor que exige planejamento de longo prazo.
Via FUP
OAB/RJ promove palestra sobre saúde mental e riscos psicossociais no trabalho
A Comissão Especial de Acidente de Trabalho da OAB/RJ realiza, no dia 23 de junho de 2025 (segunda-feira), uma palestra sobre saúde mental e riscos psicossociais no ambiente laboral, com foco na gestão e prevenção desses fatores. O evento será realizado no Plenário da OAB/RJ, localizado na Av. Marechal Câmara, 150, 4º andar, no centro do Rio de Janeiro. A programação começa às 9h com um welcome coffee, seguida da posse oficial da Comissão, às 9h15. Logo em seguida, às 9h30, tem início a palestra. A iniciativa busca promover o debate sobre as implicações da NR1 (Norma Regulamentadora nº 1) no contexto da saúde mental dos trabalhadores, além de fortalecer ações de prevenção aos riscos psicossociais nas relações de trabalho.
Link para inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd1GRTAxouJpaXfklirZ9STFx_J_YH1nzrYX4AWKY0UApPMxQ/viewform
Interessados podem obter mais informações pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
SITRAMICO-RJ questiona Raízen sobre o não pagamento da PLR
No dia 2/6, o SITRAMICO-RJ esteve na unidade da Raízen para realizar uma assembleia informativa sobre a decisão da empresa de não pagar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) referente ao ciclo 2024/2025.
A justificativa da companhia, apresentada em reuniões anteriores nos dias 23/5 e 26/5, foi de que as metas financeiras não foram atingidas e a empresa enfrenta um momento crítico. Segundo a direção, a frustração com um projeto de sustentabilidade malsucedido agravou o cenário, resultando em um prejuízo de R$ 2,5 bilhões no fluxo de caixa e uma queda brusca no valor das ações.
Diante desse quadro, o sindicato reforçou sua atuação em defesa dos trabalhadores. A diretoria, representada pelo presidente Ubiraci Pinho e demais dirigentes, questionou a demora na divulgação das informações oficiais e cobrou alternativas concretas que contemplem os trabalhadores.
A expectativa do SITRAMICO-RJ é de que, com a venda de ativos — como usinas e a refinaria na Argentina —, a Raízen reavalie a possibilidade de oferecer algum tipo de compensação, ainda que parcial. Durante as assembleias com os funcionários, a entidade reafirmou seu compromisso com a categoria e destacou que continuará cobrando respostas e medidas que valorizem o esforço coletivo da força de trabalho.
A empresa já admitiu que os próximos dois anos serão desafiadores e que a prioridade será o reequilíbrio das contas. O SITRAMICO-RJ seguirá acompanhando cada etapa desse processo, cobrando que a crise não sirva de pretexto para penalizar os trabalhadores — que não podem arcar sozinhos com os custos das decisões da alta gestão.
SITRAMICO-RJ questiona VIBRA e Petros sobre falta de reajuste
No dia 21 de maio, a diretora do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do Estado do Rio de Janeiro - SITRAMICO-RJ, Jane Sant’Ana, acompanhada pelos aposentados Leny e Perry, entregou pessoalmente à Fundação Petros um ofício denunciando a não aplicação do reajuste anual aos aposentados. O mesmo documento também foi encaminhado à empresa VIBRA Energia.
A iniciativa do surgiu após o recebimento de diversas reclamações pelo sindicato de aposentados que não tiveram o reajuste aplicado em seus complementos Petros — inclusive para faixas salariais até R$ 11.917,00.
Em contato telefônico com o SITRAMICO-RJ, a empresa informou que, neste ano, não manteria a política de isonomia adotada em exercícios anteriores. A decisão atinge tanto os trabalhadores da ativa com salários acima do teto da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), quanto os aposentados não repactuados, o que, para o sindicato, representa um grave retrocesso e uma ação discriminatória.
O SITRAMICO-RJ repudia qualquer tipo de tratamento desigual. A diretoria do sindicato reforça que tem defendido, em todas as mesas de negociação, a aplicação de reajustes e benefícios de forma equânime, sem distinções por cargo, função ou faixa salarial. O atual modelo tem promovido o achatamento dos salários mais altos sob a justificativa de “justiça social”, por parte da empresa, ao passo que desobriga a companhia de garantir os direitos adquiridos a todos.
Diante disso, o SITRAMICO-RJ cobra da VIBRA as seguintes providências:
- Esclarecimento sobre a tabela salarial enviada à Fundação Petros, prática habitual após cada negociação coletiva;
- Manutenção da isonomia para todos os empregados ativos, independentemente do nível salarial, como forma de reconhecer o esforço coletivo da categoria;
- Aplicação do reajuste aos aposentados não repactuados da Petros, trabalhadores que contribuíram diretamente para a construção da empresa que a VIBRA representa hoje.
O SITRAMICO-RJ aguarda resposta oficial e reafirma sua confiança de que a VIBRA manterá sua responsabilidade social e o respeito com os trabalhadores da ativa e aposentados que ajudaram a consolidar sua trajetória.
VIBRA | Reunião dos aposentados no dia 28/5
O SITRAMICO-RJ informa que, no dia 28/05/2025 (quarta-feira), às 14h, será realizada a reunião dos aposentados da VIBRA Energia, antiga BR Distribuidora.
Pauta do encontro:
- Atualização das ações coletivas
- Reajuste dos não repactuados
- Informes gerais
A reunião será realizada em formato híbrido. Quem desejar participar de forma presencial deve se dirigir à sede do Sindicato, localizada na Rua México, nº 11, grupo 501 - no Centro do Rio. Nos próximos dias, divulgaremos o link para participação virtual.
Desigualdade cai no Brasil enquanto renda atinge recorde em 2024
Fonte: Rede TVT - A desigualdade no Brasil chegou ao menor índice da série histórica. A razão entre o rendimento do 1% mais rico da população e os 40% mais pobres caiu para 36,2 vezes. Em 2019, essa essa diferença era de 48,9. Já o rendimento mensal real domiciliar per capita no Brasil atingiu, em 2024, o maior valor da série histórica, iniciada em 2012: R$ 2.020. Entenda na TVT News.
O dado de rendimento representa um crescimento de 4,7% em relação a 2023 e de 19,1% frente a 2012, segundo os dados divulgados nesta quarta-feira (8) pelo IBGE, por meio do módulo “Rendimento de Todas as Fontes” da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).
Também foi recorde a massa de rendimento mensal domiciliar per capita, que chegou a R$ 438,3 bilhões, um aumento real de 5,4% em relação a 2023 e de 15% frente a 2019, último ano antes da pandemia de Covid-19. O avanço é atribuído principalmente à retomada do mercado de trabalho e políticas, com crescimento do número de ocupados e do rendimento médio, que chegou a R$ 3.225 — maior valor da série.
“A melhora nos indicadores (desigualdade e renda) se deve, em grande parte, ao dinamismo do mercado de trabalho e ao crescimento mais acentuado da renda nos segmentos de menor rendimento”, analisa Gustavo Fontes, pesquisador do IBGE.

Desigualdade em queda
Outro destaque foi o rendimento de todas as fontes — que inclui trabalho, aposentadorias, pensões, programas sociais, aluguéis, aplicações financeiras e outros — que também registrou seu maior patamar: R$ 3.057, com alta de 2,9% em comparação a 2023. O rendimento proveniente de programas sociais do governo chegou a R$ 836, também um recorde.
As desigualdades de renda apresentaram reduções significativas. O índice de Gini, que mede a concentração de renda (quanto mais próximo de 0, maior a igualdade), chegou a 0,506, o menor da série histórica. Em 2018, esse índice havia atingido o pico de 0,545. Além disso, a razão entre o rendimento do 1% mais rico da população e os 40% mais pobres caiu para 36,2 vezes, também o menor nível já registrado. Em 2019, essa diferença era de 48,9 vezes.
A pesquisa também revelou que o percentual de brasileiros com algum tipo de rendimento chegou a 66,1% da população (ou 143,4 milhões de pessoas), número também recorde desde o início da série.
Por região e desigualdade
O levantamento aponta desigualdades regionais persistentes. O Sul teve o maior rendimento mensal per capita (R$ 2.499), seguido pelo Sudeste (R$ 2.449) e pelo Centro-Oeste (R$ 2.427). O Nordeste permanece com o menor valor (R$ 1.319), com destaque negativo para o Maranhão (R$ 1.078), Ceará (R$ 1.210) e Amazonas (R$ 1.231). Já o Distrito Federal lidera o ranking nacional, com rendimento per capita de R$ 3.276.
A massa de rendimento segue concentrada na Região Sudeste, que representa quase metade do total nacional (R$ 217,4 bilhões). Sul e Nordeste aparecem em seguida, com cerca de R$ 77 bilhões cada.
Apesar disso, Nordeste (11,1%) e Sul (11,9%) foram as regiões que mais avançaram em massa de rendimento entre 2023 e 2024. Já o Norte teve uma leve queda (-1,0%) no rendimento médio.
Composição da renda
A maior parte da renda dos brasileiros ainda vem do trabalho, responsável por 74,9% do rendimento domiciliar per capita em 2024. Essa participação está em ascensão, mas ainda abaixo do pico de 76,9% registrado em 2014. Já os programas sociais representaram 3,8% do total — valor acima do período pré-pandemia, mas bem abaixo do pico de 5,9% em 2020.
Entre os rendimentos de outras fontes, a aposentadoria e pensão lideram, com média de R$ 2.528, apesar de queda na participação relativa (de 17,5% em 2023 para 16,8% em 2024). A categoria “outros rendimentos” — que inclui seguro-desemprego, bolsas de estudo e aplicações financeiras — teve o maior aumento percentual, crescendo 12% no ano.
Principais números e indicadores – PNAD Contínua 2024 (IBGE)
- Rendimento mensal domiciliar per capita: R$ 2.020 (recorde da série, +4,7% em relação a 2023)
- Massa de rendimento domiciliar per capita: R$ 438,3 bilhões (recorde, +5,4% em relação a 2023)
- Rendimento médio de todas as fontes: R$ 3.057 (+2,9% em relação a 2023)
- Rendimento médio do trabalho: R$ 3.225 (recorde da série)
- Rendimento médio de programas sociais: R$ 836 (recorde da série)
- População com algum rendimento: 143,4 milhões (66,1% da população)
- Índice de Gini: 0,506 (menor da série desde 2012)
- Razão entre 1% mais rico e 40% mais pobres: 36,2 vezes (menor da série)
- Região com maior rendimento per capita: Distrito Federal (R$ 3.276)
- Estado com menor rendimento per capita: Maranhão (R$ 1.078)
- Participação do trabalho na renda domiciliar: 74,9%
- Participação de programas sociais: 3,8%
- Aposentadoria e pensão (média): R$ 2.528
- Rendimento de “outras fontes” com maior aumento: +12% frente a 2023
Declaração de Imposto de Renda: por que a restituição pode ficar menor neste ano?
Fonte: Brasil de Fato | Com a temporada de declaração do Imposto de Renda (IR) em andamento, muitos brasileiros têm percebido que o valor da restituição deste ano está mais baixo do que em anos anteriores. Mas, afinal, o que determina esse valor? E por que, em alguns casos, ele pode ser menor?
Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, Cíntia Senna, contadora e doutoranda em educação financeira, explica que a restituição do IR ocorre após um ajuste entre o imposto descontado ao longo do ano e o que realmente deveria ser pago com base na renda declarada.
“Quando você recebe o salário, já tem um desconto automático do IR. Na declaração, é feito um ajuste para ver se o valor pago ao longo do ano foi correto”, esclarece.
O problema está na falta de correção da tabela do Imposto de Renda. Senna destaca que, embora os salários aumentem com a inflação ou dissídio, a tabela do IR não acompanha esse reajuste, o que pode resultar em um pagamento maior de impostos. Como a tabela não é corrigida anualmente, muitas pessoas acabam pagando mais imposto do que deveriam. “Por isso, a sensação de que a restituição está menor ou, para algumas pessoas, de um pagamento maior”, afirma.
De acordo com ela, existe uma prerrogativa de correção da tabela de Imposto de Renda, mas “isso está sendo cada vez mais adiado” pelo governo.
Diante disso, a contadora orienta que, na hora de fazer a declaração, a pessoa analise os seus gastos para escolher o tipo de declaração mais vantajoso. Para quem tem despesas como médicos, educação ou dependentes, pode ser interessante optar pela declaração com deduções legais, em vez de aproveitar o desconto simplificado, de 20% (limitado a R$ 16 mil). “Isso pode reduzir a base de cálculo do imposto e, consequentemente, diminuir o valor a ser pago ou aumentar a restituição”, aconselha.
Senna sugere ainda que as pessoas aproveitem o momento para revisar seus gastos e considerar a utilização de estratégias como a contribuição para previdência privada, que pode ajudar a reduzir o impacto do imposto.
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Distribuidoras de Lubrificantes e Combustíveis - Renovação da Bolsa de estudos
O SITRAMICO-RJ informa que de 5 a 30 de maio receberá a documentação para a Renovação de Bolsas de Estudos dos trabalhadores (as) das empresas distribuidoras de lubrificantes e combustíveis, conforme descrito na cláusula 17 da CCT 2025.
Este prazo é destinado ao envio da documentação pelos trabalhadores que já foram contemplados com a Bolsa de Estudos em 2024. Conforme conquistado nas negociações deste ano, será pago o valor unitário de R$ 715 para auxiliar no custeio de educação dos (as) trabalhadores (as) ou seus dependentes.
Para renovar, você deve entregar o comprovante de matrícula, Recibo ou declaração (colégio, curso pré-vestibular ou instituição de ensino superior, constando a série que o bolsista inscrito está cursando em 2025) ao diretor do sindicato da sua unidade. Em caso de dúvidas, entre em contato conosco pelo 21 3231-2700.
Importante: Terminado o prazo, o SITRAMICO-RJ, efetuará a verificação da documentação apresentada e, estando em conformidade com o estabelecido, efetuará o pagamento de cheques nominativos, através dos diretores de base, em conformidade com o estabelecido na CCT 2025.
Sociedade Brasileira de Psicanálise Contemporânea.
O SITRAMICO-RJ informa que firmou um convênio com a Sociedade Brasileira de Psicanálise Contemporânea.
Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1864 - Conjunto B - Centro, Nilópolis-RJ
Descontos em : Terapias individuais 20%, Terapia em casal 15%, Terapia em grupo 15%, Curso em Psicanálise 20%, Outros cursos 15%
Contato: (21) 99672-4223
Dieese: três capitais brasileiras reduzem custo médio da cesta básica
A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), constatou que 3 de 17 capitais brasileiras apresentaram redução no custo médio da cesta básica no mês de março. 
De acordo com a pesquisa, em Aracaju (SE), a queda foi de 1,89%, enquanto em Natal (RN) os itens da cesta básica tiveram redução de 1,87% e, em João Pessoa (PB), de 1,19%.
Já os maiores aumentos foram registrados em Curitiba (PR), com 3,61%, Florianópolis (SC), com 3%, e Porto Alegre (RS), com 2,85%.
São Paulo (SP) continua sendo a capital onde a cesta básica é mais cara, com preço médio de R$ 880,72. Em seguida, entram no ranking Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis e Porto Alegre .
Ainda conforme a pesquisa do Dieese, as regiões Norte e Nordeste foram as que registraram o menor custo médio da cesta básica. Além de Aracaju, o menor preço médio nacional, se destacaram as capitais João Pessoa, Recife (PE) e Salvador (BA).
Entre os motivos que explicam o aumento do custo médio das cestas, estão os preços do café, que teve aumento em todas as capitais, do leite integral e do tomate. Já o preço do quilo da carne bovina caiu em 15 capitais, exceto em Recife e João Pessoa.
De acordo com o Dieese, o salário mínimo deveria ser de R$ 7.398,94 para suprir as necessidades de uma família, como alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Por que votar na Chapa “Petros para os Participantes” (51 e 62) nas eleições para os conselhos da Petros?
Deliberar e fiscalizar a gestão e os investimentos do segundo maior fundo de pensão do país não é algo trivial. Afinal de contas, são R$ 135 bilhões em patrimônio e 133 mil participantes e assistidos divididos em 24 planos. É uma responsabilidade enorme: garantir que, após décadas de dedicação, esses trabalhadores e suas famílias tenham a tranquilidade que merecem. Mas essa responsabilidade já faz parte do nosso cotidiano há muitos anos.
Nós quatro somos trabalhadoras e trabalhadores que já representam dezenas de milhares de empregados nas duas maiores empresas do Brasil, a Petrobrás e a Vibra/BR, além das demais empresas do sistema Petrobrás: TRANSPETRO, TBG, PBio, Termobahia, ANSA e outras subsidiárias.
Para o Conselho Deliberativo, apresentamos como candidatos Adaedson Costa e Ana Paula Baião (Dupla 51). Adaedson é técnico de operações da RPBC, foi coordenador-geral do Sindipetro-LP e, atualmente, é coordenador-geral da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). Foi Vice-Presidente Administrativo do Clube 2004 CEPE – Clube dos Empregados da Petrobrás de Santos. Advogado e pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho, há anos acompanha de perto a Petros, participando tanto do GT Petros quanto da Comissão Quadripartite, onde está sendo elaborada uma proposta para o fim dos equacionamentos. Ana Paula Baião, assistente social da Petrobrás, é diretora da FNP e do Sindipetro-RJ, entidade de vanguarda na luta dos petroleiros aposentados.
Para o Conselho Fiscal, apresentamos Paulo Cesar Martin (PC) e Jane Sant’Ana (Dupla 62). Paulo Cesar, petroleiro desde 1984, tem uma longa trajetória de atuação na Petros, participando das diretorias da FUP e da ANAPAR voltadas à seguridade. Organizou e liderou lutas históricas, como a que barrou o Plano Petrobrás Vida – PPV (2000), e a que encerrou o PED Assassino (2018). Atualmente, também integra o GT Petros e a Comissão Quadripartite. Jane, empregada da BR desde 1999 e depois da Vibra, é dirigente sindical na representação dos trabalhadores do Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do RJ, incluindo os da Vibra Energia e Liquigás. Atua ativamente nas pautas de Planos de Saúde e Previdência da categoria.
Embora sejamos duas duplas concorrendo a cargos distintos, atuaremos como uma equipe unida na Petros. Juntos formamos a chapa “Petros para os Participantes”. Cada um dentro de suas atribuições institucionais, mas sempre de forma complementar, para atuar no melhor interesse dos participantes e assistidos da Petros.
Nossa candidatura nasce do apoio das representações legítimas dos participantes e assistidos, com o respaldo inédito de Federações, Sindicatos e Associações da categoria. Não somos candidatos de nós mesmos. Exerceremos nossos mandatos em sintonia com essas entidades e, consequentemente, com todos os participantes e assistidos — com transparência e contato direto, olho no olho. A unidade entre essas entidades já gerou conquistas concretas para os participantes da Petros: o pagamento da dívida dos pré-70 por parte da Petrobrás; a Paridade Plena, com a Petrobrás e a VIBRA/BR passando a contribuir paritariamente com os assistidos, inclusive nos equacionamentos; o fim do Plano Petrobrás Vida; o encerramento do PED 2015, o PED assassino; entre tantas outras vitórias. Sem contar avanços em outras áreas, como a volta do 70x30 na AMS, que aliviou a vida de milhares de beneficiários do plano.
Por isso, vote nos candidatos da Chapa “Petros para os Participantes”: por um Conselho Deliberativo e um Conselho Fiscal em total sintonia com os interesses de todos os participantes e assistidos da Petros.




