Fonte: Rede Brasil Atual (São Paulo) – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa de juros (Selic) nesta quarta-feira (19) em 10,5% ao ano. Para essa decisão, tomada por unanimidade, o banco sustentou que “em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho segue apresentando dinamismo maior do que o esperado. A inflação cheia ao consumidor tem apresentado trajetória de desinflação, enquanto medidas de inflação subjacente se situaram acima da meta para a inflação nas divulgações mais recentes”.

Nas últimas sete reuniões, a autoridade monetária reduziu a Taxa Selic, com seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto, na última reunião, em maio. Mas não informou o que faria nos encontros seguintes, quando se aguçaram as divergências com o governo federal. O mercado financeiro já mantinha expectativa pela manutenção da taxa anunciada nesta quarta-feira.

A manutenção dos juros hoje vem em meio a conflitos de Campos Neto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ontem, Lula criticou o presidente do BC por conta de suas declarações político-partidárias. Campos Neto participou de um jantar oferecido pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e no encontro manifestou o desejo de ser ministro da Fazenda em um eventual governo de Tarcísio em 2026.

Além disso, chegou também para o presidente Lula a informação de que em conversas com representantes do mercado financeiro, Campos Neto estaria dando declarações contra a saúde financeira do país e favorecendo instituições financeiras.

O peso de cada ponto percentual

É fato que cada ponto percentual a menos na taxa Selic representa R$ 41,4 bilhões de redução na dívida bruta do país. Esse montante corresponde a 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) e poderia ser um recurso fundamental para investimento em programas sociais no país, em vez de ir para os bancos por conta do pagamento do serviço da dívida.

“Nós só temos uma coisa desajustada no Brasil neste instante: é o comportamento do Banco Central. Essa é uma coisa desajustada. Um presidente do Banco Central que não demonstra nenhuma capacidade de autonomia, que tem lado político e que, na minha opinião, trabalha muito mais para prejudicar o país do que para ajudar o país. Não tem explicação a taxa de juros do jeito que está”, declarou Lula em entrevista à Rádio CBN.

Repercussão

“Lamentável decisão do Copom de interromper trajetória de queda da Selic e manter a taxa básica de juros em 10,5%. Mais lamentável ainda ter sido por unanimidade”, afirmou no X (antigo Twitter) o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). “É uma vergonha essa decisão. Esse Roberto Campos Neto não tem independência alguma, é um político bolsonarista (…). Interromperam o ciclo de redução da taxa de juros, e não há justificativa técnica para isso”.

O deputado lembrou que no ano passado, a inflação fechou em 4,62%, e em abril de 2022 acumulava um resultado anual de 12%. “A inflação despencou, e agora está em 3,92%”, destacou ainda. “Qual é a justificativa técnica? Não existe”, disse Farias, ao lamentar que diretores do BC indicados pelo próprio governo possam ter se acanhado com a pressão do mercado.

Relatora retoma proposta acordada com o governo de 2.400 horas para formação básica e 600 para as disciplinas optativas e restabelece obrigatoriedade do espanhol

Fonte: Rede Brasil Atual (São Paulo) / Foto:  Studio Formatura/Galois  – A Comissão de Educação (CE) do Senado aprovou nesta quarta-feira (19) o Projeto de Lei (PL) 5.230/2023, que redefine as diretrizes da Política Nacional de Ensino Médio. Após aprovação simbólica na comissão, o texto pode ir a votação no plenário do Senado entre hoje e amanhã. Depois voltará à Câmara dos Deputados em função das alterações.

Primeiramente, a relatora da proposta, senadora Dorinha Seabra (União Brasil-TO), havia estabelecido 2.200 horas para as disciplinas básicas e 800 horas para o itinerário formativo. No entanto, após acordo com o Ministério da Educação, retomou as 2.400 horas para formação geral básica e 600 horas para as matérias específicas.

De acordo com o texto, esse acréscimo de 600 horas será voltado ao aprofundamento nas áreas do conhecimento propostas na Base Nacional Comum Curricular, articuladas às diretrizes de aprofundamento a serem elaboradas pelo Conselho Nacional de Educação.

Em relação ao ensino técnico, o texto da Câmara previa 2,1 mil horas de formação geral básica e 900 horas para matérias específicas. No relatório atual, no entanto, prevê o mínimo de 2,2 mil horas de Formação Geral Básica no Ensino Médio Técnico a partir de 2025.

As alterações previstas poderão impactar o aprendizado de cerca de oito milhões de estudantes que cursam atualmente os três anos finais da educação básica, assim como os futuros alunos do ensino médio.

Direito de aprender

Outra mudança proposta pela relatora restabelece a obrigatoriedade do ensino de espanhol nas escolas públicas, juntamente com o inglês. Segundo ela, essa inclusão atende a demandas de diferentes atores do cenário educacional e de relações internacionais do país, promovendo a integração na América Latina. Ao mesmo tempo, as comunidades indígenas terão assegurado o direito de utilizar suas línguas maternas.

Além disso, ela incluiu um trecho que permite às instituições de ensino autorizarem profissionais com “notório saber”, ou seja, sem formação oficial, a darem aulas exclusivamente em disciplinas da parte técnica e profissionalizante. No entanto, isso só será possível “em caráter excepcional” e com “justificativa do sistema de ensino”.

“Não é um documento findado, acabado, muito menos que reflete individualmente nenhum de nós. Mas um esforço de mudança, de garantia do direito. Do direito de aprender, do direito à educação que todos nós acreditamos”, disse Dorinha.

Presidente da CE, o senador Flávio Arns (PSB-PR) destacou que houve um grande movimento em todo o Brasil em relação à revogação do atual modelo do ensino médio. Segundo ele, o projeto aprovado supre essa demanda por mudanças.

“Há o novo ensino médio e, ao final da proposta legislativa, revogam-se as disposições em contrário. O objetivo é termos um ensino médio que atenda às necessidades e isso foi fruto dessa ampla discussão com todos os setores da sociedade”, afirmou.

Protesto

Um estudante que protestava na contra a reforma do ensino médio foi retirado à força da Comissão de Educação. Ele portava um cartaz pedindo a revogação do novo ensino médio e foi abordado pelo segurança que solicitou que ele baixasse a placa. Diante da recusa, ele foi retirado pelos seguranças.

“Da minha parte também a pessoa não estava atrapalhando, nem vi que ele estava com a placa”, afirmou Arns. “A gente lamenta que tenha acontecido isso e, na sequência, vamos falar com a segurança para que a gente possa ter um encaminhamento uniforme nessas situações”, concluiu.

No início de junho, o SITRAMICO-RJ encaminhou um novo ofício à VIBRA para reiterar uma relação de problemas relacionados aos aposentados. Há algum tempo, o sindicato tem buscado o diálogo com a empresa para solucionar diversas questões e finalmente tivemos alguns encaminhamentos. Veja abaixo as principais questões recentes:

IRPF – Informação errada sobre o CNPJ no demonstrativo: No dia 3/6, a Vibra enviou e-mail com a orientação de troca nos dados referentes as despesas médicas, que no descritivo estavam relacionadas ao CNPJ da empresa, mas que, de acordo com o comunicado, deveriam ser cadastradas na declaração com os dados do Bradesco Saúde. Como resposta, o Sindicato encaminhou um ofício sobre o assunto e manifestou sua indignação em torno do ocorrido. Destacou, ainda, que os aposentados estariam reticentes em seguir tal orientação. Muitos receberam a recomendação via e-mail, mas sem assinatura de um responsável o que gerou profundas dúvidas entre os aposentados e pensionistas que foram impactados com o problema. Como a informação foi repassada após o fim do prazo de entrega da declaração, a retificação das informações pode gerar custos adicionais. Outro ponto levantado se dá pelo fato de o contrato com o Bradesco ser empresarial e não individual, tendo a VIBRA como a responsável pela gestão e repasse dos pagamentos. Várias das pessoas que caíram na malha fina por conta do demonstrativo de despesas médicas tem idade avançada e precisam de atendimento humanizado como opção pelas dificuldades em acessar a Plataforma.

Plano de saúde de aposentados:

  • Inadimplência e descontos no contracheque: A Vibra respondeu que já resolveu todos os problemas listados pelo sindicato sobre emissão de boletos por falta de margem e descontos no contracheque que não estavam sendo realizados. Com isso, não há o risco de os aposentados perderem o plano por inadimplência.
  • Cortes de procedimentos no Hospital S. Vicente de Paulo: A Vibra informou que as especialidades de exames, tratamentos e consultas retiradas do Hospital São Vicente de Paulo, unidade Tijuca, estará resolvida até o final de junho pelo Bradesco. Segundo a representante da Empresa, foram retirados devido a impasses nas negociações entre o hospital e o plano de saúde.

Nossa luta é por transparência nos procedimentos e respeito aos trabalhadores que tanto se dedicaram para o sucesso da antiga BR Distribuidora, atual VIBRA. Caso você tenha alguma questão ou dúvida, entre em contato conosco por telefone ou whatsapp no (21) 3231-2700

 

Fonte: Rede Brasil Atual / Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil |   A pressão popular contra o Projeto de Lei que equipara o aborto ao crime de homicídio enfraqueceu o apoio no Centrão. E a proposta não deve ser aprovada na Câmara. A informação é da coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo.

Lideranças do Centrão afirmaram que um acordo da bancada evangélico levou à aprovação da tramitação em regime de urgência da proposta. Mas que a ampla repercussão negativa minou o apoio que havia além das fronteiras dessa bancada.

O objetivo, segundo a coluna, era a “criação de um fato”. E que o apoio à urgência não significa que parlamentares de outras bancadas assumiram o compromisso de aprovar o projeto — daí a razão de a proposta nem ser levada ao plenário, embora esteja pronta para ser votada.

Ainda segundo a coluna, a fonte, que é liderança de um dos principais partidos do Centrão, afirmou que “do jeito que está, não tem como aprovar essa proposta”. E que, por outro lado, a bancada evangélica se recusaria a fazer modificações “para não perder o discurso”.

PL do Aborto era resposta a decisão do STF contra CFM

De autoria do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), com assinatura de 32 deputados de diversos partidos de direita, a proposta teve grande repercussão negativa. Desde o último dia 12, quando a Câmara aprovou urgência, a proposta ganhou destaque imediato e desde então dominou as redes sociais, as manchetes e o tema de políticos, inclusive o presidente Lula, que criticou o projeto em reunião do G7, na Europa.

Isso surpreendeu até os apoiadores, inclusive a bancada evangélica, diante do risco de derrota. Mesmo que passe no plenário, segue para o Senado. Ali a resistência é grande. O presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou na quinta (13) que um projeto desta natureza não tramitaria da mesma maneira que na Câmara.

A proposta surgiu como uma resposta à derrubada da medida do Conselho Federal de Medicina (CFM). Em maio o ministro Alexandre de Moraes acatou ação do Psol contra o CFM, que na prática proibia o acesso ao aborto legal. A entidade médica proibia um procedimento chamado assistolia fetal na interrupção da gravidez acima de 22 semanas, impedindo assim abortos permitidos por lei.

Moraes derruba resolução do CFM que dificulta o direito ao aborto legal

Na próxima quarta-feira, 19/6, o SITRAMICO-RJ leva o Sindicato Itinerante ao edifício Lubrax, base dos trabalhadores da VIBRA.

A iniciativa faz parte de um calendário de visitas às empresas para propor um diálogo com os trabalhadores fora da campanha salarial.  Para isso, teremos um stand em frente à entrada da empresa.

Na ocasião, teremos a participação dos diretores do sindicato para tirar dúvidas sobre a CCT 2024, receber sugestões e reclamações, fazer sindicalizações e encaminhamentos para o jurídico do sindicato.

Reunião de acompanhamento da CCT 2024

Como alguns sabem, todos os anos entre as campanhas salariais temos uma reunião de acompanhamento do cumprimento da convenção firmada.  A pauta deste encontro é construída a partir das demandas e reclamações dos trabalhadores. Para fazer sua sugestão ou reclamação abaixo: 

Fonte: Rede Brasil Atual |  O jogador de futebol Vinícius Júnior celebrou a condenação, nesta segunda-feira (10), de três cidadãos espanhóis a oito meses de prisão por racismo contra o brasileiro. A sentença é a primeira condenação na Espanha por um caso de racismo no futebol. E também a primeira da série de ataques racistas contra Vini Jr. no país europeu, onde ele joga pelo Real Madrid.

“Muitos pediram que eu ignorasse, outros tantos disseram que minha luta era em vão e que eu deveria apenas ‘jogar futebol’. Mas, como sempre disse, não sou vítima de racismo. Sou algoz de racistas. Essa primeira condenação penal da história da Espanha não é por mim. É por todos os pretos. Que os outros racistas tenham medo, vergonha e se escondam nas sombras. Caso contrário, estarei aqui para cobrar. Obrigado a La Liga e ao Real Madrid por ajudarem nessa condenação histórica. Vem mais por aí”, destacou o atleta em suas redes sociais.

Os racistas são torcedores do Valencia que, durante uma partida do time contra o Real Madrid, no campeonato espanhol do ano passado, chamaram o brasileiro de “macaco”. Além da prisão, os três também estão proibidos de entrar em estádios de futebol. Um dos agressores chegou a ser identificado pelo próprio Vini Jr. ao final do jogo. A polícia encontrou outros dois por meio de câmeras instaladas no estádio.

Casos de racismo contra Vini Jr.

Após críticas, a LaLiga, liga de futebol profissional da Espanha, também passou a participar do processo como parte na acusação contra os torcedores. Nesta segunda, a sentença também foi celebrada pelo presidente da LaLiga. “É uma ótima notícia para a luta contra o racismo na Espanha, pois repara os danos sofridos por Vinicius Jr. e envia uma mensagem clara para aquelas pessoas que vão a um estádio de futebol para insultar que a Liga irá detectar, denunciar, e haverá consequências penais para eles”, afirmou em comunicado.

Desde 2022, os casos de discriminação racial contra o jogador de futebol na Espanha vinham se intensificando. Ao menos nove processos, denunciando racismo, já foram movidos no país. O Ministério Público do país, porém, arquivou sete delas naquele ano. Um deles sob a justificativa de que o coro racista, vociferado durante uma partida, embora “inapropriado”, era parte da comemoração.

O caso de condenação inédita, nesta segunda, ocorreu em 21 de maio de 2023, quando parte da torcida do Valencia gritou insultos racistas a Vini Jr. no segundo tempo da partida. Na ocasião, o jogo foi paralisado por causa das ofensas, mas em seguida retomado pelo árbitro. Nos acréscimos da partida, o brasileiro, revoltado e desestabilizado pelos rivais, foi expulso depois de se desentender com o atacante Hugo Duro, em quem acertou o braço. Ele levou cartão amarelo, no entanto, o lance foi revisado pelo VAR, e o atacante acabou expulso pela arbitragem.

Repercussão no Brasil

O episódio provocou revolta no Real Madrid. O técnico Carlo Ancelotti dedicou entrevista coletiva inteira para falar sobre o caso de racismo ao fim da partida. A polêmica aumentou em seguida quando o presidente da LaLiga, Javier Tebas, criticou Vini Jr. por ter reclamado da postura da entidade diante dos casos de racismo.

No Brasil, movimentos negros protestaram no Consulado da Espanha em São Paulo. O caso também fou repudiado “nos mais fortes termos” pelo governo Lula (PT). Em comunicado assinado pelos ministérios de Relações Exteriores, Igualdade Racial, Esporte e Direitos Humanos e Cidadania, o Brasil solicitou providências por parte da Fifa e das autoridades governamentais espanholas.

O SITRAMICO-RJ informa que na próxima sexta-feira, 14/6, será realizada a rodada inaugural de negociações salariais da CPRM. A reunião tem como foco os itens listados na pauta de reivindicações construída em assembleia junto aos trabalhadores no dia 19/3. Você pode ver a pauta completa clicando aqui. Fiquem atentos aos nossos informes sobre a campanha salarial!

Fonte: Rede Brasil Atual / Foto: Divulgação MP - Maria da Penha Maia Fernandes vai receber proteção especial, após ser alvo de diversas ameaças e ataques de membros da extrema-direita e dos chamados “red pills” e “masculinistas”. O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT-CE), confirmou nesta sexta-feira (7) a inclusão dela no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH). A iniciativa atende a um pedido da ministra das Mulheres, Cida Gonçalves.

Cida visitou Maria da Penha nesta semana, e tomou conhecimento dos ataques que ela vem recebendo pelas redes sociais. A farmacêutica e ativista dá nome à Lei nº 11.340/2006, principal dispositivo jurídico de enfrentamento à violência doméstica contra a mulher.

Natural de Fortaleza, Maria da Penha ficou paraplégica, em 1983, quando o próprio marido, Marcos Antonio Heredia Viveros, deu-lhe um tiro nas costas enquanto ela dormia. Tratou-se de um crime de feminicídio – ainda que a tipificação não existisse na época.

Para Elmano, as ameaças contra a ativista são “ações repugnantes e inadmissíveis”. Já a ministra Cida Gonçalves afirmou que “é inaceitável que ela esteja sendo revitimizada”. Ao mesmo tempo, a pedido do ministério, o governo do Ceará vai transformar a residência de Maria da Penha em memorial.

Fakes que matam

Atualmente esses círculos “masculinistas”, que orbitam o bolsonarismo, passaram a reverberar a versão de que o tiro que deixou Maria da Penha paraplégica teria sido disparado por um assaltante. E que, por “ciúme” a vítima teria atribuído a culpa ao ex-marido. Trata-se da linha adotada pela defesa de Viveros, repudiada pela Justiça, que o condenou a 8 anos e meio de prisão por tentativa de assassinato. Ele foi preso somente em 2002, 19 anos após o crime, e já cumpriu a pena.

Em 2022, ele escreveu um livro para retratar a sua suposta “verdade”. A partir daí, a versão revisionista passou a ganhar espaço em veículos bolsonaristas. Primeiramente, a versão recebeu atenção do podcast “Mais Um Podcast”, da Rádio Jovem Pan. Posteriormente, a produtora Brasil Paralelo – que produz “documentários” que dão vazão às teorias conspiracionistas da extrema direita – também abordou o episódio, defendendo o ponto de vista do ex-marido e contestando a versão da Justiça.

Fonte: Rede Brasil Atual |   Estudo publicado na semana passada pela consultoria Capgemeni revela que a fortuna dos mais ricos atingiu o maior nível histórico. Em todo o mundo, o número de milionários aumentou 5,1% no ano passado, alcançando a marca de 22,8 milhões em 2023. Ao mesmo tempo, a fortuna desse grupo cresceu 4,7%, atingindo US$ 86,8 trilhões (R$ 454,5 trilhões).

Ou seja, nunca teve tantos ricos e suas fortunas nunca foram tão elevadas. E esse crescimento se deve principalmente aos ganhos no mercado acionário. O estudo considera ricas as pessoas cujo capital disponível, sem considerar sua residência habitual, ultrapassa US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões).

Ao mesmo tempo, cresce a demanda por uma taxação das grandes fortunas no mundo. Na presidência do G20, o Brasil lidera a proposta pela criação de um tributo global dos super-ricos. A ideia, no entanto, mira um grupo muito menor. A intenção é criar uma alíquota de 2% sobre os bilionários, que são 2.781 em todo o mundo, de acordo com o último ranking da revista Forbes.

A proposta brasileira já recebeu o apoio da França e dos Estados Unidos. Nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tentou atrair os governos da Itália e da Espanha. Além disso, ele também defendeu a proposta em encontro com o papa Francisco, no Vaticano. A intenção é que os recursos desse novo imposto global possam servir para ações de combate à fome e às mudanças climáticas.

Para que serve um bilionário?

Nesse sentido, a Campanha Tributar os Super-Ricos, questiona: para que serve um bilionário?  “Concentrar renda? Gerar desigualdade? Ficar isento de tributos? Poluir o planeta? Todas as alternativas…” Em todo o mundo, eles adotam estratégias para fugir da tributação, como, por exemplo, o uso de paraísos fiscais e empresas offshore. No Brasil especificamente, os lucros e dividendos obtidos com ações são livres de impostos.

Ao mesmo tempo, os super-ricos são os principais responsáveis pelo crescimento da emissão de gases-estufa. Isso porque o 1% mais rico do mundo, que concentra 43% dos ativos financeiros mundiais, responde por 16% das emissões de carbono, equivalentes aos 66% mais pobres, conforme destacou Haddad em fevereiro.

Assim, as mais de 70 organizações sociais, entidades e sindicatos que compõem a Campanha dizem que o G20 tem a chance de entrar para a história ao endossar e implementar a proposta brasileira pela taxação global dos super-ricos. Não se trata, porém, de “punir” os bilionários pelas suas fortunas, mas “consertar” ou “amenizar” os estragos produzidos por eles. “Tributar os bilionários deixa o mundo menos desigual… E mais justo!”.

Fonte: Brasil de Fato | O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pretendem ampliar a aplicação do Registro de Ocorrência Geral de Emergência e Risco Iminente à Comunidade LGBTQIA+, mais conhecido como  "Formulário Rogéria", com implementação do documento em delegacias de todo o Brasil. 

A utilização do "Formulário Rogéria", lançado ainda em 2022 pelo CNJ, tem como objetivo possibilitar o levantamento e a sistematização de dados a fim de dar subsídios para a construção de políticas públicas de enfrentamento à violência contra pessoas LGBTQIA+. "O objetivo principal é unificar os procedimentos para acolher melhor as vítimas", informou em nota o Ministério dos Direitos Humanos.  

Além de delegacias, o documento deve ser aplicado pelo Ministério Público, pelas Defensorias Públicas, por equipes psicossociais dos tribunais e por instituições de assistência social, saúde, acolhimento e proteção a vítimas de violência e violações de direito.  

Segundo a secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, "o Formulário Rogéria é o primeiro passo para construir uma nova trajetória na atuação contra as violências LGBTfóbicas. E é fundamental que se pense e estabeleça um procedimento unificado para o processamento das informações coletadas, sendo garantida à vítima sua integridade", pontua em comunicado do MDHC.  

Ela destaca que a produção de dados é necessária para "combater as violações de direitos humanos e para promover políticas públicas de reparação".

Um passo intrínseco à aplicação do formulário é a capacitação dos agentes que trabalharão diretamente com o registro, para que as vítimas se sintam acolhidas e que o documento tenha eficácia.  

"Inicialmente, o formulário parecia somente coletar informações de forma analítica, sem indicar direcionamentos para encaminhamentos. Nós sugerimos a inclusão de um caminho que aponte que, uma vez constatada a ausência de medida protetiva e/ou cautelar, o direcionamento das informações ali levantadas para que as medidas jurídicas sejam solicitadas à instância competente", explica Larrat.