Wagner Dornelles

Wagner Dornelles

 ROBERTO PARIZOTTI (SAPÃO)

 

Falta de política pública para as mulheres, machismo e pandemia pioraram a inserção das trabalhadoras no mercado de trabalho, além de contribuir para rebaixar salários

Fonte: CUT Nacional | As trabalhadoras brasileiras, que vão às ruas nesta terça-feira (8), Dia Internacional da Mulher, lutar pela vida, contra a fome, o desemprego, a carestia e, consequentemente pelo “Bolsonaro Nunca Mais!”, ainda têm muito a lutar pela igualdade de direitos, especialmente no mercado de trabalho.

Mesmo sendo maioria - 52% da população brasileira é formada por mulheres -, e em geral estudem mais, elas têm menos oportunidades no mercado de trabalho, não progridem nas carreiras como os homens; em épocas de crise são as primeiras a serem demitidas e as últimas a serem recontratadas, com salários mais baixos; e sofrem com o machismo, com assédios morais e sexuais.

E em governos de direita, mais preocupados com cortes de gastos do que com o bem-estar da população, como é o caso do governo de Jair Bolsonaro (PL), as mulheres sofrem também com a falta de políticas públicas mais assertivas que as contemplem para que possam exercer suas atividades profissionais. Exemplos dessas políticas são o aumento no número de creches e maior estabilidade no emprego após a volta da licença maternidade.

Falta de oportunidades e igualdade

Dados atualizados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios Contínua (PNDA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até o 4º trimestre de 2021, mostra que mulheres com 14 anos ou mais de idade representam apenas 43,8% do total de pessoas na força de trabalho e 41,6% entre o total de ocupados e ocupadas.

Por outro lado, entre as pessoas desocupadas as mulheres representam 52,2% e entre as pessoas fora da força de trabalho são 64,2%.

De acordo com um levantamento do Dieese, a situação só piorou nos últimos sete anos. A recessão, em 2015 e 2016, seguida de baixo crescimento nos três anos seguintes, restabeleceu e aprofundou características como alta taxa de desemprego, crescente informalidade, desigualdade de oportunidades e aumento do número de pessoas subutilizadas da força de trabalho, diz o estudo sobre mercado de trabalho feminino feito pela coordenadora do Dieese Nacional Patrícia Pelatiere e pela técnica da subseção do Dieese da CUT Nacional Adriana Marcolino.

“Mesmo em ciclos de crescimento econômico a desigualdade entre mulheres e homens se mantém estável porque ela é estrutural”, explica a técnica.

Segundo ela, para complicar, “ainda há o preconceito de que mulher engravida, deixa de trabalhar para cuidar dos filhos e, claro, há o machismo que elas enfrentam para conseguir evoluir na carreira”.

Segundo uma  pesquisa do IBGE, em 2019, a participação das mulheres sem filhos na força de trabalho é 35,2% maior em relação à participação daquelas com filhos. Ao contrário, os homens que têm filhos não enfrentam nenhuma desvantagem.

O que o governo deveria fazer para reduzir essa desigualdade no mercado de trabalho

As primeiras medidas a serem tomadas para mudar este cenário de desigualdade e preconceito com as trabalhadoras, em especial as grávidas ou nas chamadas ‘idades férteis’, é a ampliação dos horários de atendimento das creches, o aumento no número de vagas disponíveis no mercado de trabalho para as mães trabalhadoras e o fim das demissões após o término da licença maternidade, pontua Adriana Marcolino.

“Os horários de atendimento das creches não são compatíveis com os horários em que essas mães saem do trabalho, o que acaba provocando mais demissões”, diz a técnica, que critica outra política muito comum das empresas que é demitir a mulher quando ela volta da licença maternidade. “É preciso uma política de estabilidade maior no emprego para que as mulheres possam readequar suas vidas ao trabalho”, diz.

Outra política pública defendida por Adriana Marcolino para que as mulheres tenham mais oportunidades no mercado de trabalho é criação de empregos emergenciais com percentuais reservados a elas.

“Com este tripé mais creches, empregos emergenciais e maior estabilidade na volta da licença maternidade creio que melhoraria a inserção de vagas para as mulheres”, afirma.

Reformas Trabalhista e da Previdência pioraram a vida das mulheres

Além da falta de políticas públicas para o mercado de trabalho, as reformas neoliberais: a trabalhista (2017, no governo do ilegítimo Michel Temer, do MDB) e a previdenciária (2019, de Bolsonaro) pioraram a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho. A primeira retirou, flexibilizou e/ou desregulamentou direitos trabalhistas, criou um ambiente desfavorável à negociação coletiva, procurou desarticular a estrutura sindical, reduziu o acesso à Justiça do Trabalho, entre outros pontos.

Já a segunda dificultou o acesso aos benefícios previdenciários e reduziu o valor do benefício.

Leia mais: Reforma da Previdência já tirou de 100 mil mulheres o direito à aposentadoria 

Pandemia também agravou o mercado de trabalho

O estudo “Sem Parar – O trabalho e a vida das mulheres na pandemia”, da Gênero e Número e da Sempreviva Organização Feminista, realizado entre abril e maio de 2020, já  apontava que 50% das mulheres passaram a se responsabilizar pelo cuidado de alguém na pandemia. Entre as que cuidam de crianças, 72% afirmaram que aumentou a necessidade de monitoramento dentro do domicílio.  Essa responsabilização pelos cuidados da casa e dos membros da família – como crianças e idosos – ficou ainda mais presente na pandemia, o que dificultou a participação da mulher no mercado de trabalho

Segundo a técnica da subseção do Dieese da CUT Nacional, Adriana Marcolino, podemos observar também que as características negativas da participação das mulheres no mercado de trabalho foram aprofundadas na pandemia.

O crescimento demográfico foi bastante semelhante para homens e mulheres, no entanto, elas sofreram uma redução no contingente de pessoas na força de trabalho e entre o total de ocupados, uma redução maior do que a registrada entre os homens - isso também se repete entre o total de desocupados e de pessoas fora do mercado de trabalho, na taxa de participação na força de trabalho (soma de ocupados e desocupados), nível de participação e na taxa de desocupação.

Além disso, os rendimentos das mulheres são em torno de 75% daquilo que ganha um homem não negro.

Já as mulheres negras chegam a receber 47% da remuneração paga para um homem branco, disse a economista Isabela Mendes, em entrevista ao Brasil de Fato.

Por fim, Marcolino e Pelatiere apontam que somado ao baixo crescimento e ao desmonte do Estado há uma ação recorrente da mais alta autoridade do Estado brasileiro, o Presidente da República, que dissemina um repertório machista, racista e misógino, amplificado na sociedade por seus seguidores.

 

 

Escrito por: Rosely Rocha | Editado por: Marize Muniz

Segunda, 21 Fevereiro 2022 17:34

Funcionamento de carnaval

O SITRAMICO-RJ informa que entrará em recesso a partir das 12h da quinta (24/02) e retornaremos no dia 7/3. Nos dias 25/02, 3/3 e 4/3 atenderemos exclusivamente via Whatsapp pelo número: +552132312700.  O atendimento Jurídico funcionará até  às 12hs do dia 25/2 e não funcionará  nos dias 28/2 e 1/3.

O SITRAMICO-RJ informa que as assembleias realizadas nos dias 17 e 18 de fevereiro rejeitaram por ampla maioria a proposta apresentada pelas empresas para a Convenção Coletiva de Trabalho 2022. As assembleias foram realizadas nas unidades de Duque de Caxias, Ilha do Governador e de forma online, em videoconferência.

Nas últimas reuniões, o Comando Nacional Unificado – CNU que representa os sindicatos SITRAMICO-RJ, SITRAMICO-RS, SINTRAPETRO-SC e STCMDP-RO tem lutado bravamente pela construção de uma proposta que honre a dedicação das nossas bases, mas as empresas, representadas pelo SINDICOM, ainda insistem em penalizar os trabalhadores reajustando os salários abaixo da inflação (INPC 10,16%) e, ainda, parcelando o aumento em duas vezes.

Além de uma proposta salarial rebaixada e parcelada, as empresas tentam forçar a alteração da Cláusula 35 (Duração Semanal de Trabalho) que impõe trabalho normal aos domingos e feriados. As empresas tem tentado impor a alteração condicionando os reajustes ao aceite do item.

Durante as assembleias, os trabalhadores (as) mostraram a sua indignação diante da proposta patronal e declararam apoio aos Sindicatos já que a rejeição foi quase unânime diante da imposição do trabalho normal nos domingos e feriados, além do reajuste fracionado. Ao comunicar a decisão das assembleias às empresas, o CNU solicitou o retorno à mesa de negociação para uma nova rodada.

 

Acompanhem nossos informativos! Só venceremos essa luta juntos!

Segunda, 21 Fevereiro 2022 16:47

Nota de falecimento

O SITRAMICO-RJ registra sua solidariedade à família e amigos de José Arnaldo de Amorim, caldeireiro que se acidentou na REDUC, no último dia 20.

De acordo com informações divulgadas pelo SINDIPETRO Caxias, “O caldeireiro José Arnaldo de Amorim, era empregado da empresa C3, e na hora do acidente encontrava-se em local confinado, na U-4500, vaso 7”

Na manhã do último domingo, o SINDIPETRO realizou um ato em protesto e pediu a suspensão de todas as Permissões de Trabalho, além de todos os serviços da Parada de Manutenção, até que sejam apurados os fatos.

Este acidente evidencia uma das maiores preocupações dos Sindicatos: as condições de saúde e segurança dos trabalhadores.

A Diretoria

Reunião dos aposentados – Assuntos AMS – 16/02

O SITRAMICO-RJ informa que nesta quarta-feira, 16, a partir das 14h, será realizada a reunião dos aposentados BR. O encontro ocorrerá de forma híbrida, mas pedimos que aqueles que puderem priorizem a participação virtual para evitar riscos em relação à COVID-19.

A reunião terá a participação virtual da assessoria jurídica e apresentará como pauta exclusiva as alterações ocorridas na AMS – Assistência Médica Supletiva, atual plano de saúde Bradesco.

Para aqueles que desejam acompanhar a reunião virtualmente, podem assisti-la via Google Meet pelo link: https://meet.google.com/ycw-tvkz-ayu

Reunião dos aposentados – Assuntos Petros – 24/02

No dia 24, ás 14h, teremos uma nova reunião específica em torno do novo Plano de Previdência. Este encontro virtual terá a participação do advogado Dr. Lucas Abal Dias, assessor jurídico do SITRAMICO-RS, entre outros participantes pelo link: https://meet.google.com/ycw-tvkz-ayu. Dada a complexidade do assunto, não abordaremos este tema no encontro de amanhã.

Importante: No acesso à área de reunião, os participantes deverão apresentar a comprovação da terceira dose da vacina contra COVID-19 e utilizar máscaras corretamente em todo o momento.

Destacamos que o Sindicato enviou um ofício à VIBRA solicitando uma nova reunião urgentemente. A empresa informou que o encontro só será realizado após a conclusão das negociações salariais.

O SITRAMICO-RJ foi informado sobre o teor de uma circular divulgada pela VIBRA no dia 30/12 em relação ao custeio da AMS – Assistência Médica Supletiva, atual Bradesco Saúde. Empregados, ex-empregados, incluídos aposentados e pensionistas da antiga BR Distribuidora e atual VIBRA, foram surpreendidos com a mudança que retira a empresa do custeio do plano. O Jurídico do SITRAMICO-RJ já está analisando a legalidade desta alteração unilateral e estuda as medidas cabíveis em torno do caso.

Segunda, 07 Fevereiro 2022 14:07

CCT 2021 | IMPOSIÇÃO NÃO É NEGOCIAÇÃO

Não bastasse todo impacto financeiro causado pela pandemia, as empresas querem sacrificar ainda mais os trabalhadores tentando impor um reajuste salarial abaixo da inflação de 2021. De quebra ainda tentam parcelar o aumento. É muita cara de pau!

Durante as reuniões, o que se viu por parte das empresas foi a distorção da natureza de benefícios, o uso de empresas menores como bode expiatório, tudo isso com o objetivo de manter os gordos índices de lucratividade às custas dos trabalhadores.

Como se o arrocho salarial já não fosse o suficiente, na sede por lucro a todo custo, as empresas chantageiam os trabalhadores ligados às áreas operacionais querendo que domingos e feriados sejam considerados dias normais de trabalho e, ainda, que haja apenas a garantia de um sábado por mês como folga. Essa alteração afeta diretamente a cláusula 35 da CCT 2021. Hoje, o trabalho aos domingos e feriados não é considerado um dia normal de trabalho. Isso gera o pagamento de horas-extraordinárias ou compensação. Quando existe a necessidade de trabalho aos domingos, há a possibilidade de construção de acordos coletivos com o sindicato.

Um ponto importante da nova proposta é que mesmo trabalhadores da área administrativa podem ser afetados pela alteração, já que de acordo com o SINDICOM ela está relacionada com todos os trabalhadores envolvidos de alguma forma com atividades operacionais.

NINGUÉM ESTÁ A SALVO.

Para além de todos os problemas criados pelas empresas, o CNU lembrou na reunião que o abono salarial não é uma compensação de perdas futuras, como o Patronal insiste em dizer nas negociações, e sim uma compensação pela inflação do ano anterior, ou seja, a desculpa de que o reajuste salarial seria menor por conta do abono não faz o menor sentido.

Enquanto acionistas comem caviar, SINDICOM acha que o trabalhador deve entrar na fila do osso

Neste momento, o CNU – Comando Nacional Unificado, grupo que reúne os sindicatos dos trabalhadores, aguarda a proposta formal do SINDICOM e a finalização das rodadas de negociação. Na última reunião, o CNU denunciou a covardia feita com os trabalhadores e a estratégia recorrente adotada pelo SINDICOM de chantagear o trabalhador condicionando qualquer proposta econômica a perda de direitos históricos. Veja abaixo um breve resumo da proposta patronal:

  • Piso: 5% em janeiro e 3,5% em abril
  • Salários: 5% em janeiro e 3,5% em abril
  • Vale alimentação: R$ 513 ( para quem ganha até R$ 6430,72) (reajuste de 10,32%)
  • Demais Benefícios: 10,16% a partir de janeiro
  • Abono Salarial: R$ 3950

MUITO IMPORTANTE: Todos os reajustes estariam condicionados a alteração da clausula 35 referente a escala de trabalho, que transformaria domingos e feriados em dias normais de trabalho nas áreas operacionais e no caso de administrativos vinculados ao trabalho desses setores.

Esta semana, o SINDICOM terá reuniões com outros grupamentos Brasil afora e precisamos estar unidos. O CNU está na luta pela continuidade das negociações!

O SINDICOM afirma que esta é a proposta final, mas vamos lutar até o fim em respeito a cada trabalhador que compõe a nossa categoria.

Fiquem atentos e mobilizados! Para vencer essa batalha, vamos precisar de muita união!

 

Sábado, 29 Janeiro 2022 07:04

CCT 2022 | É uma armadilha!

Arrocho salarial, trabalho aos domingos e feriados sem hora-extra e folga preferencial aos sábados são as propostas das empresas na campanha deste ano

Na reunião ocorrida no dia 27/01 entre o CNU – Comando Nacional Unificado, que representa os trabalhadores, e o SINDICOM, Sindicato Patronal que representa as empresas, a indignação foi inevitável. Diretores do SITRAMICO-RJ e demais sindicatos laborais mostraram a insatisfação dos trabalhadores em relação à proposta apresentada pelas companhias. As empresas tentam, pouco a pouco, matar a Convenção Coletiva de Trabalho e os direitos de toda a categoria.

É inacreditável que na segunda rodada, o patronal insista em proposta com reajustes parcelados. Acreditando que toda a mazela causada pela pandemia não tenha sido suficiente, insistem em propor reajustes salariais abaixo da inflação e, ainda, tentam retirar da CCT a cláusula que protege os trabalhadores em torno do trabalho aos domingos e feriados.

Entenda o que está em jogo

Desde a campanha salarial de 2021, o patronal tenta impor modificações nas escalas de trabalho. De forma resumida, querem que o domingo seja considerado um dia comum. De acordo com o texto, em vez de domingo seria garantido um sábado por mês. Hoje, cada empresa precisa fazer um acordo com o sindicato para que o trabalho aos domingos e feriados ocorra. Esse ACT passa por uma profunda discussão em torno da necessidade de implementação desse tipo de escala e é levada para que os próprios trabalhadores discutam e decidam em assembleias.

O SINDICOM quer um cheque com a assinatura dos trabalhadores

a análise da diretoria, o objetivo das empresas seria cortar custos referentes a horas-extras para aumentar ainda mais a rentabilidade de acionistas. Isso às custas do descanso e da segurança financeira dos trabalhadores. Para essa CCT a proposta do SINDICOM é clara: trabalhe até morrer e não receba por isso. Em vez de uma preocupação humanitária e da ampliação de ações de responsabilidade social, essas companhias aproveitam o cenário de forma perversa, mesmo durante a maior tragédia social do último século. Veja abaixo a proposta do SINDICOM que foi rejeitada em mesa:

  • Piso: 4% em janeiro e 3% em maio
  • Salários: 4% em janeiro e 3% em maio
  • Benefícios: 10,16% a partir de janeiro
  • Abono Salarial: R$ 3.000
  • Trabalho normal aos domingos e feriados. Folgas preferencialmente aos sábados.

O CNU deixou como contraproposta

  • Piso: 13%
  • Salários: 13%
  • Benefícios: 13%
  • Abono Salarial: R$ 4500
  • Vale-refeição: R$ 50
  • Vale-alimentação: R$604,50
  • Manutenção da cláusula 35 (Duração semanal do trabalho)
  • Entre outros.

Uma nova rodada foi agendada para o dia 4/2, próxima sexta-feira. Além disso, nos dias 31/01 (segunda-feira) e 02/02 (quarta-feira) o SITRAMICO-RJ realizará Assembleias Informativas nas bases de Duque de Caxias. No dia 01/02 estaremos na Ilha do Governador. Participe! Junte-se a nossa luta!

 

Quarta, 19 Janeiro 2022 06:51

CCT 2022 | E o bode continua na sala...

Na última terça-feira, 18, o CNU – Comando Nacional Unificado, grupo sindical cujo SITRAMICO-RJ faz parte, reuniu-se com as empresas de combustíveis e lubrificantes para a segunda parte da rodada inicial em torno da CCT 2022. No encontro, os Sindicatos fundamentaram a os itens da pauta de reivindicações para a campanha salarial deste ano.

Na fala do patronal, o trabalhador deve ser feliz por trabalhar e não por ter uma vida digna que contemple seus direitos constitucionais fundamentais.

Itens essenciais para a segurança dos trabalhadores foram destacados nesta reunião, como benefícios, plano de saúde, direitos relativos à aposentadoria entre outros descritos na pauta de reivindicações deste ano. No entanto, pasmem, mesmo dois meses após o envio da pauta para o SINDICOM (Patronal) e uma semana após a primeira reunião entre sindicatos e empresas, as companhias mantiveram a proposta que além de impor o congelamento dos salários, reajustes de poucos benefícios em índices abaixo da inflação e alterações catastróficas nas negociações em torno das escalas de trabalho, sequer apresentava uma proposta de abono.

O patronal quer que o trabalhador pague a conta

Como dito pelos diretores dos Sindicatos que compõem o CNU durante a reunião, após o início da pandemia, o que se viu foi o aumento de um abismo social no Brasil em que os bilionários atingiram patamares de lucro jamais vistos na história, enquanto o restante da população foi colocada em situação cada vez mais vulnerável. As empresas tentam a todo custo impor a sanha por lucro às custas da vida dos trabalhadores, mas os Sindicatos se mantém na luta incessante pela manutenção de direitos e reajustes dignos para os trabalhadores.

Essa é uma luta desigual, mas com o seu apoio conseguiremos vencê-la! No dia 27/01 teremos a segunda rodada. Fiquem atentos as nossas convocações e informes!

 

A Diretoria

 

 

 

No dia 11 de janeiro, o SITRAMICO-RJ em conjunto com demais sindicatos que compõem o CNU – Comando Nacional Unificado reúne-se com o SINDICOM para a primeira rodada de negociações em torno da Convenção Coletiva 2022.

No encontro será discutida a pauta de reivindicações aprovada em assembleia em outubro do ano passado e entregue as empresas no mês de novembro. Entre os itens estão: reajustes nos salários e benefícios, bem como questões relacionadas a segurança do trabalhador, relações de trabalho, entre outras. A pauta foi disponibilizada na última versão do jornal, disponível no site: www.sitramico-rj.org.br.

Fiquem mobilizados e atentos aos nossos informativos!